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Pesquisa aponta que mulheres são mais gentis com assistentes virtuais

62% das mulheres utilizam "please" ao ativar um comando, enquanto o mesmo comportamento é visto em 45% dos homens

por Matheus Fiore

Uma pesquisa do Pew Research Center deu luz a um fato curioso: as mulheres tendem a tratar seus assistentes virtuais melhor do que os homens. O estudo mostra que, entre os detentores de um assistente doméstico comandado por voz nos Estados Unidos, 54% utilizam “por favor” ocasionalmente ao dar ordens para o assistente, enquanto 19% utilizam constantemente. Entre as mulheres, 62% falam “please” frequentemente, enquanto o mesmo comportamento só é visto em 45% dos homens.

Em maio deste ano, um relatório da ONU apontou que o fato de a maioria dos assistentes utilizar vozes femininas reafirma estereótipos de gênero. Inteligências artificiais como Siri e Alexa acabam por, mesmo que não intencionalmente, endossando a ideia de que mulheres são “dóceis e obedientes”.

Pelo fato de, então, vivermos em uma sociedade com problemas de gênero há milênios, é possível que o comportamento mais gentil entre as mulheres se dê por elas não utilizarem seus assistentes pensando nestes como figuras que estão lá para simplesmente as agradar.

Ao passo que os assistentes virtuais se tornam cada vez mais comuns no mundo moderno – 32% dos consumidores americanos já possuem um smart speaker em sua casa, por exemplo –, a pesquisa também levanta uma interessante discussão sobre como deve ser a relação entre os usuários e seus serviços de assistência virtual.

Afinal, assistentes como Siri e Alexa não são pessoas, mas seus sistemas são, hoje, planejados para que a experiência se assemelhe o máximo possível com uma interação humana – o que, possivelmente, influencia na forma como os homens tratam tais inteligências artificiais.

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