1-format43

Amazon Prime Video vai reduzir qualidade de imagem do streaming no mundo durante a pandemia

Companhia deve reduzir as taxas de streaming da plataforma nas regiões cujo tráfego de rede é afetado pelos efeitos da crise do coronavírus

por Pedro Strazza

A Amazon anunciou nesta sexta-feira (20) que vai reduzir a qualidade da transmissão por streaming dos conteúdos do Prime Video para permitir que as redes de banda larga não sejam afetadas pelo alto uso do serviço durante a pandemia. A medida segue os passos da Netflix e do YouTube na Europa, mas ao contrário dos outros parece valer também para o resto do globo.

Ao The Guardian, um porta-voz da companhia diz que a Amazon “apoia a necessidade de gerenciamento cuidadoso dos serviços de telecomunicação para garantir que eles lidem com o aumento da demanda de internet” durante o período que muito mais gente está em casa. Além disso, o representante afirma que o Prime Video “está trabalhando com autoridades locais e provedores de internet onde é necessário ajuda para mitigar qualquer congestão de internet”, sugerindo assim que a medida será aplicada em diferentes regiões do globo.

A situação mais dramática no momento, porém, segue sendo a Europa, onde a União Europeia chegou até mesmo a fazer um pedido público para que empresas do meio reduzam a velocidade de seus serviços para não prejudicar o fornecimento de banda larga ao continente. A Amazon diz “já ter começado” o esforço de reduzir as taxas de streaming na região, buscando manter também a qualidade da imagem do streaming no processo.

Já a concorrência foi mais específica no quanto vai limitar a transmissão no território. Enquanto a Netflix declarou reduzir em 25% a banda larga na Europa, o YouTube anunciou nesta sexta que vai diminuir a definição padrão dos vídeos da plataforma para a qualidade “standard” ao invés de forçar a mais alta.

A tendência é que a questão se torne mais preocupante ao redor do globo, especialmente porque mais e mais pessoas devem permanecer em casa durante a propagação da pandemia. Se só nos primeiros dias a Cloudflare confirmou um aumento de 10% nas regiões afetadas, um estudo da Nielsen indica que o crescimento da quantidade de pessoas trabalhando de casa pode gerar uma alta de até 60% na quantidade de conteúdo consumido nos lares – o que pode gerar um risco sério de tráfego pesado na rede.

Compartilhe: