TikTok anuncia fundo de US$ 200 milhões para começar a pagar criadores de conteúdo

Programa é a primeira ação séria da rede social para recompensar financeiramente seus influenciadores e deve se expandir com o tempo

por Pedro Strazza

O TikTok anunciou nesta quinta (23) a criação de um novo fundo de US$ 200 milhões que será usado para financiar alguns dos mais populares criadores de conteúdo da plataforma. Ao The Verge, um porta-voz da empresa afirma que o fundo intitulado TikTok Creator Fund será usado para apoiar creators que “procuram oportunidades de garantir meios de subsistência” dentro do ecossistema do aplicativo.

A ser disponibilizado primeiro nos EUA em agosto, o programa marca a primeira ocasião em que o TikTok busca recompensar financeiramente os seus usuários mais populares pelo conteúdo que fornecem à rede social. Embora creators já pudessem fazer dinheiro na plataforma com lives, a partir de agora eles poderão receber pagamentos regulares ao longo do ano, com o fundo sendo expandido com o tempo para atender a maior demanda. Os requisitos da plataforma são que os usuários interessados sejam maiores de 18 anos, tenham um histórico consistente de publicação de material e respeitem todas as diretrizes da comunidade.

A empresa não confirmou ao público se haverá um limite inicial de criadores que serão incluídos no planejamento, além de qual o será o valor de cada pagamento e qual seria a quantidade mínima de seguidores que credenciariam os influenciadores ao programa. No anúncio oficial, a gerente geral Vanessa Pappas escreve que o Creator Fund permitirá aos creators que “conquistem recompensas adicionais que reflitam o tempo, cuidado e dedicação posto criativamente em conectar com o público que se inspira em suas ideias”.

Além de ser uma forma do TikTok manter o seu alto grau de competitividade dentro do mercado de influenciadores – onde enfrenta principalmente o YouTube, que conta com um programa bastante estruturado de monetização – o fundo de criadores também ajuda a plataforma a aliviar as atuais tensões com o governo estadunidense, que estuda formas de cortar os laços locais da empresa com sua dona, a chinesa ByteDance. Junto do programa, vale lembrar que a companhia já conta com um “campus” em Los Angeles e o ex-Disney Kevin Mayer de CEO.

O fundo também vai ajudar a rede social a manter “em casa” as celebridades que lançou, incluindo nomes como as irmãs Charli e Dixi D’Amelio que esta semana fecharam parceria com a Morphe para a produção de uma linha de itens de beleza. Com o temor da proibição do aplicativo nos EUA nos últimos dias, faz todo sentido reforçar os laços de negócio com estes influenciadores.

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