Esquecido no churrasco, TikTok entra na justiça com pedido de revisão do comitê por trás do banimento nos EUA

Esquecido no churrasco, TikTok entra na justiça com pedido de revisão do comitê por trás do banimento nos EUA

Com prazo do bloqueio no país previsto para esta quinta-feira, rede social alega não conseguir comunicação com o governo Trump nos últimos 2 meses

por Pedro Strazza

Nem parece, mas esta semana em tese é a última prevista pelo Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS) para que o TikTok continue a funcionar no país antes de seu banimento, há tanto tempo anunciado pelo presidente Donald Trump e seguidas vezes adiado desde então – o prazo atual é datado para esta quinta-feira, 12 de novembro. A questão é que pelo visto nem mesmo o governo norte-americano se tocou que o prazo final da vez está acabando, o que levou a rede social a entrar na justiça com uma nova contestação da decisão.

A tática da vez do TikTok foi submeter na noite desta última terça-feira (10) um pedido de revisão das ações de Trump à corte de apelações estadunidense, o qual alega que o comitê encarregado pelo banimento sequer se deu ao trabalho de responder à sua solicitação de extensão do prazo em 30 dias para evitar o bloqueamento no país. Ao The Verge, a companhia ainda afirma que vem se “relacionando ativamente em boa fé com a CFIUS para lidar com as preocupações nacionais de segurança”, mas nos últimos dois meses o departamento não deu qualquer feedback sobre as medidas tomadas ou às seguidas divulgações de dados da plataforma.

Essa ausência contínua inclui o pedido de extensão, naturalmente, que está previsto na ordem presidencial emitida em agosto. “Com o prazo da CFIUS iminente e nenhuma extensão em mãos, nós não temos escolha senão entrar com um pedido na corte para defender os direitos nossos e os de mais de 1500 funcionários nos EUA” escreve o TikTok no comunicado oficial; “Nós continuamos comprometidos a trabalhar com administração – assim como temos durante todo este tempo – para resolver as questões levantadas, mas nosso desafio legal hoje é uma proteção que garanta que as discussões aconteçam”.

Enquanto os últimos acontecimentos só reforçam a tese de que Trump teria assinado tais ordens e antagonizado o TikTok e o WeChat para criar espantalhos que o ajudassem na reeleição (algo que como já sabemos não aconteceu, por mais que ele diga o contrário), vale lembrar que no momento ninguém sabe dizer o que acontece com a rede social da ByteDance caso o prazo expire. Além do acordo com a Oracle depender da aprovação do governo chinês e o atual processo movido pela empresa contra Trump, a plataforma no último dia 30 de outubro conseguiu uma nova injunção que impede seu banimento no território no dia 12.

Mais do que nunca, o destino do aplicativo no país segue incerto.

Compartilhe:
icone de linkCopiar link