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Disney+ restringe contas infantis de acesso a animações com estereótipos racistas

Decisão inclui títulos como "Peter Pan", "Dumbo" e "A Dama e o Vagabundo"

por Pedro Strazza

O Disney+ desde o lançamento mantém uma política rigorosa perante animações da Disney que apresentem estereótipos racistas, veiculando avisos de 12 segundos que não podem ser pulados sobre os retratos preconceituosos que estão para ser mostrados antes da sessão – uma medida similar ao do HBO Max com “…E O Vento Levou”, por exemplo. Nos últimos dias, porém, um novo movimento nesta moderação foi percebido pelo Polygon: alguns filmes tiveram seu acesso bloqueado nas contas infantis da plataforma.

A ação inclui produções queridas do público como “Peter Pan”, “Aristogatas”, “A Dama e o Vagabundo”, “Dumbo” e “Mogli”, além de alguns filmes antigos do estúdio como “A Cidadela dos Robinson”. Em todos os casos a razão é possivelmente o retrato racista de populações como asiáticos, negros e indígenas, dado que as produções contam com o mesmo aviso citado acima. Contas adultas não são afetadas, vale acrescentar.

A Disney não chegou a fazer qualquer anúncio sobre a retirada dos títulos dos perfis infantis, mas a decisão acompanha o lançamento da iniciativa “Stories Matter” no fim do ano passado, que busca justamente trabalhar o histórico racista e preconceituoso da companhia em relação aos novos tempos. Com a proposta de “reconhecer, aprender com o passado e seguir em frente unidos para criar um amanhã que o hoje só pode sonhar”, o projeto vem sendo responsável pela identificação e aplicação dos avisos obrigatórios antes de qualquer um dos longas e curtas com questões do tipo.

Os títulos citados também não são os primeiros a serem restringidos do acesso infantil. Por ser um perfil destinado a crianças de até dez ou onze anos, a modalidade Kids já não conta com títulos que possam apresentar cenas intensas demais para os pequenos, de produções antigas como “O Caldeirão Mágico” e “Fantasia” a projetos mais recentes como “Zootopia” e “Moana”. A Disney não confirma nenhuma destas conotações, porém.

Também não é o esforço mais recente da Disney contra o legado racista de sua produção. Em junho do ano passado, a companhia também aposentou a Splash Mountain de seus parques depois de décadas de críticas ao racismo apresentado em “A Canção do Sul”, filme que inspirava a atração. Em seu lugar, inclusive, a companhia anunciou montanhas-russas baseadas em “A Princesa e o Sapo”.

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