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Imagem: Divulgação/Cinemark

Cinemark fecha novo acordo nos EUA para exibir filmes de 5 estúdios com menor tempo de exclusividade

Negociação com WarnerMedia, Disney, Paramount, Sony e Universal segue tendência do mercado por janelas de exibição com menos de 90 dias

por Matheus Fiore

Diante da incerteza quanto ao futuro das salas de cinema em virtude da pandemia e das últimas escolhas mercadológicas de gigantes como a Warner, o Cinemark conseguiu mesmo assim fechar acordo com cinco grandes estúdios para exibir seus filmes nos cinemas nos Estados Unidos. As janelas de exibição serão mais curtas, provavelmente já considerando os planos das grandes corporações para ter seus filmes em serviços de streaming o quanto antes.

Segundo a Variety, detalhes do acordo não foram divulgados, mas a negociação foi intensamente influenciada e repensada durante a pandemia, já que a COVID fez com que toda a indústria revisse seus planos. Em novembro, o Cinemark já havia assinado com a Universal para exibir seus filmes, mas que daria ao estúdio a possibilidade de, 17 dias após a estreia, levar as obras para plataformas de aluguel online.

No acordo com a Universal, os filmes que gerarem ao menos US$ 50 milhões em seu fim de semana de estréia terão o período nos cinemas esticado por 31 dias ou cinco fins de semana completos. Agora, a empresa tem acordos também com Warner Bros. Picture Group, The Walt Disney Company, Paramount Pictures e Sony Pictures Entertainment. Vale lembrar que, dos quatro citados, ao menos Warner, Disney e Paramount já possuem suas próprias plataformas de streaming: HBO Max, Disney+ e Paramount+.

No caso dos estúdios com streaming, é provável que o acordo assinado seja semelhante ao da Universal, o que permitiria que tais empresas exibam seus filmes em suas plataformas próprias ou disponibilizem para aluguel online poucas semanas após a estreia nos cinemas. Já o caso da Sony ainda é uma incógnita, já que enquanto a companhia fechou com a Netflix para exibir seus filmes com exclusividade nos Estados Unidos após o fim da exibição nos cinemas e nos serviços de aluguel, ela também está testando uma plataforma de streaming própria e integrada ao PlayStation Plus.

Independente de como sejam os termos do contrato, o fato é que os acordos para curta exibição já sinalizam um futuro bem diferente para as salas de cinema, com janelas de exibições bem menores. Antes, blockbusters como “Os Vingadores” ou “Star Wars” tinham uma janela de três meses em exibição antes de chegarem ao aluguel ou ao streaming. Se agora até mesmo grandes produções devem sair dos cinemas em menos de dois meses, filmes menores não devem completar nem um mês nos cinemas antes de serem exibidos em outras plataformas.

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