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Imagem: Reprodução

Novos projetos do Google buscam tornar videochamadas menos artificiais e câmera do Android mais inclusiva

Enquanto Project Starline busca proporcionar intimidade nas chamadas de vídeo a partir de registros tridimensionais, câmera do Android é treinada para atender melhor público não branco

por Pedro Strazza

Além dos temas da privacidade, inteligência artificial, home office e do novo Android, o evento do Google desta terça (18) também apresentou dois projetos experimentais que podem mudar a forma como o mundo se relaciona em videochamadas e como a tecnologia registra o público.

O primeiro é o Project Starline, uma espécie de cabine que é capaz de tornar tridimensional as videochamadas para assim tornar menos artificial o contato – uma questão que ganhou relevância no último ano, graças à pandemia e o isolamento social. O sistema é complexo, com várias câmeras e sensores captando o formato do usuário para transmitir uma versão 3D dele na tela do outro. O resultado é impressionante, porém, e o vídeo abaixo deixa bem evidente esta parte.

Enquanto o Google afirma que as cabines estarão disponíveis em alguns escritórios da companhia e que pretende testar o sistema com alguns parceiros ainda este ano (em especial aqueles que trabalhem na área da saúde ou de jornalismo), o fato é que o Starline está um pouco distante de estar disponível para o grande público. Segundo a Wired, a cabine conta com uma dúzia de sensores de profundidade e um display de luz de mais de um 1,5m de largura para fazer a projeção acontecer, um tipo de tecnologia que ainda é bem caro.

Inclusão tecnológica

Enquanto isso, o Google também confirmou hoje que trabalha para tornar a câmera do Android mais inclusiva. Em parceria com um grupo diverso de especialistas, a empresa coordena um projeto para permitir que o sistema reconheça com velocidade tons de pele mais escuros e mais tipos de cabelo que o liso.

No evento, o vice-presidente de gerenciamento de produto Sameer Samat declarou que o Google tem a “responsabilidade de construir para todos” enquanto dona do maior sistema operacional do planeta, comentando ainda que a empresa mantém o compromisso de tornar inclusivo seus produtos.

Entre os objetivos no departamento, o Google espera que a câmera do Android consiga reduzir automaticamente os feixes de luz acidentais em fotos para permitir que pessoas de tom de pele não branco possam ser melhor registradas pela tecnologia, além de conseguir detectar com maior agilidade os estilos de cabelo para melhorar o desempenho em selfies.

A expectativa é que esta atualização do sistema esteja disponível já na próxima geração dos celulares Pixel, que deve ser anunciado no segundo semestre do ano, mas mais câmeras fora do catálogo de produtos do Google devem ganhar acesso ao software.

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