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No fechar das portas do Fleets, brasileiros se despedem de ferramenta do Twitter com nudes

Ferramenta foi parar no trending topics da rede social e registrou tráfego maior entre influenciadores por conta da brincadeira

por Pedro Strazza

Quase três semanas depois do anúncio, o Twitter em tese está programado para desligar na próxima terça-feira (3) o Fleets, sua tentativa de Stories para ganhar mais usuários. A falta de utilidade foi provavelmente um dos grandes motivos para o desfecho triste da ferramenta, ainda mais considerando que ela foi introduzida no começo de 2020, mas contra todas as expectativas a seção se popularizou no Brasil durante o último domingo (1) com um fim dos mais inusitados: a postagem de nudes.

Não parece haver uma origem definida para a brincadeira, mas durante o fim da tarde e começo de ontem se disseminou na plataforma a ideia de que o Fleets estaria já nas últimas horas de funcionamento e que aquele era o momento de se despedir da ferramenta com um registro de nudez ou insinuação a tal. Enquanto há um leve erro de cálculo na lógica – novamente, é só na terça que o Twitter vai interromper a publicação de Fleets pelos usuários – isso não impediu a galera de “aderir ao movimento” e fazer sua contribuição, seja a sério ou brincando com a publicação de fotos de cachorros, memes e até mesmo divulgação pessoal de perfis em outros aplicativos como o Instagram.

Para o Twitter, a “ação” não passou nada batida. A ferramenta foi parar nos trending topics (junto com “Xvideos”, graças à montanha de comparações da seção com a plataforma de vídeos pornô), com o Uol Tilt reportando que mais de 70 mil publicações foram feitas citando a falecida, e muitos influenciadores detectaram um tráfego intenso em seus posts na seção durante a noite.

Em termos práticos, o fim do Fleets significa que a aba superior do aplicativo para celular do Twitter será destinada exclusivamente ao Espaços, sua aposta do momento em conversas de áudio. Na época da confirmação do desligamento, a companhia entre outras coisas citou que o problema maior por trás do fracasso da ferramenta foi que apenas os usuários já engajado com a experiência diária do microblog usavam o espaço de conversas “sem pressão” ao invés de atrair pessoas tímidas que não se sentiam confortáveis com a dinâmica tradicional do Twitter.

Não dá pra dizer que o enterro do falecido não está de acordo com essa afirmação.

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