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Imagem: Philippe Wojazer/Reuters

Publicidade em games e eSports pretende movimentar US$ 10 bilhões até 2024

Pesquisas dentro do segmento apontam que 66% dos entrevistados não se incomodam parcial ou de forma alguma com anúncios sendo exibidos durante os jogos

por Soraia Alves

O mercado de games e eSports ganhou ainda mais força durante a pandemia, registrando um aumento de cerca de 7,1% no consumo em 2020. Só no Brasil, de acordo com dados da PGB, cerca de 70% da população consume pelo menos um jogo eletrônico. Hoje, o Brasil é o líder dentre os países da América Latina no mercado de games e, no ranking mundial, ocupa a 13ª posição, segundo dados coletados em levantamento da Newzoo.

O crescimento do setor é, obviamente, um atrativo para que as marcas se aproximem cada vez mais do segmento. Segundo um estudo realizado pela Wunderman Thompson, a publicidade em games e eSports pretende movimentar globalmente cerca de US$ 10 bilhões até 2024.

De acordo com dados de uma recente pesquisa “Publicidade em Games no Mercado Brasileiro”, realizada pelo IAB Brasil em parceria com a Toluna, a publicidade nos jogos tem tido uma boa receptividade por parte do público. Na pesquisa, o resultado aponta que 66% dos entrevistados não se incomodam parcial ou de forma alguma com anúncios sendo exibidos, ao mesmo tempo que 37,74% preferem não ver propagandas. E na contramão dos formatos comumente utilizados para a execução das publicidades, as que são feitas como forma de bonificação dentro dos jogos conquistaram cerca de 53,8% dos participantes da pesquisa, sendo um dos formatos mais assertivos.

Para o COO da MField, Gabriel Lima, agência especializada em projetos com influenciadores e conteúdos para ativações digitais, há diversos pontos que as marcas precisam levar em consideração para entender onde e como investir no mercado de games, especialmente para que o retorno e aderência do consumidor sejam efetivos. Gabriel ressalta que “os anúncios não podem interromper e sim entreter, além de estarem relacionados ao jogo de alguma forma e, principalmente, fugirem de um formato escancarado de propaganda. É necessário participar do storytelling”, destaca. “Outros formatos vem gerando cada vez mais resultado para as marcas, o branded content é um deles, a comunidade gamer passa a maior parte do tempo dentro de um ambiente virtual, e é lá que as marcas devem estar, trazendo seus produtos e serviços diretamente para dentro dos jogos, e a forma de participar é fundamental para ganhar a confiança da comunidade”, completa.

Já para Tati Oliva, sócia-diretora da Cross Networking, é necessário criar um ambiente que mostre às marcas que é possível investir sem sofrer, uma vez que o retorno é positivo. A Cross Networking é a empresa idealizadora do Extra Life, game show que une entretenimento, games, celebridades e causas sociais. “O universo dos games detém um público altamente fiel. Essas pessoas consomem, então a marca tem que se comunicar com esse público como consumidor e não só como gamers”, pontua. No caso do Extra Life, que chegou em sua segunda edição neste ano, o game show contou com a parceria de marcas como SuperCoffee, BMW, Vivo, Fiever, Outback e Colgate Plax.

Segundo dados da 123scommese.it, o setor de games e eSports deve movimentar mundialmente quase US$ 146 bilhões em receita em 2021. O número representa um aumento de 40% em dois anos.

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