Surpreendeu: Elon Musk é eleito personalidade do ano pela revista TIME
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Surpreendeu: Elon Musk é eleito personalidade do ano pela revista TIME

Criadores da vacina contra a Covid-19 também foram consagrados como heróis do ano pela revista

por Pedro Strazza

Depois de Greta Thunberg em 2019 e Joe Biden e Kamala Harris para 2020, a revista TIME este ano voltou os olhos para o Vale do Silício para escolher a personalidade do ano. A publicação nesta segunda-feira (13) revelou Elon Musk como detentor do título para 2021, o que torna o CEO da Tesla e da SpaceX no primeiro executivo em 11 anos a receber o destaque pelo veículo – o último havia sido Mark Zuckerberg, lembrado em 2010.

Nas outras eleições da edição de fim de ano, a TIME consagrou a cantora Olivia Rodrigo como artista do ano e Simone Biles como campeã da categoria de esportes. Pela criação da vacina do coronavírus, os cientistas Kizzmekia Corbett, Barney Graham, Katalin Kariko e Drew Weissman foram eleitos heróis de 2021 pelo veículo.

Enquanto a revelação deve decepcionar alguns brasileiros que acreditavam que o presidente Jair Bolsonaro havia sido escolhido – ele venceu na votação popular, uma enquete que já elegeu de Kim Jong-un aos manifestantes de Hong Kong – a TIME justifica a escolha escrevendo que 2021 foi o ano de Musk, consagrado pelo contrato exclusivo que a SpaceX teceu com a NASA para colocar astronautas na Lua, retomando um plano de corrida espacial que permanecia intocado desde 1972. O veículo também escreve no editorial que o executivo foi fundamental para fomentar o carro elétrico dentro da indústria automobilística, investindo em tecnologias que barateassem os custos para a fabricação dos modelos e assim contribuindo para a luta contra o aquecimento global.

A TIME não é só elogios a Musk, porém. Além de citar a adesão do executivo às criptomoedas, uma manobra contraproducente com as iniciativas sustentáveis de seus negócios, a revista também lembra que ele foi obrigado pela justiça estadunidense a apagar um tweet que violava leis trabalhistas e que a Tesla é investigada no momento pela ferramenta de direção autônoma de seus veículos, que estariam causando acidentes de forma reincidente. O fracasso da iniciativa de transporte rápido por túneis da Boring Co. também é citado, bem como os esforços frustrantes de instalar tetos de energia solar.

Dado tudo isso, o tópico da liderança e da proposta de um futuro melhor em tempos difíceis é o que parece ter levado a revista à escolha. O editorial termina com uma citação de Robert Zubrin, fundador da Mars Society, que define Musk como um homem muitas vezes definidos como gênio, mas poucas vezes como sábio, comparando-o ainda a Napoleão Bonaparte antes de afirmar que o executivo sabe “que não tem para sempre” e que isso é o que o move a empreitadas ambiciosas como a colonização de Marte.

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