Dengo veste a Páscoa com arte indígena e sistema Cabruca
Embalagens com estampas da artista da etnia Tapajó retratam a biodiversidade do cultivo de cacau e viram lenços e latas reutilizáveis
A Dengo Chocolates lança sua campanha de Páscoa 2026 com ilustrações da artista indígena Winny Tapajós, que retratam o sistema Cabruca — modelo agroecológico de cultivo de cacau dentro da Mata Atlântica.
Criada pela Milà, a campanha transforma as embalagens em objetos reutilizáveis: lenços que envolvem os ovos Quebra-Quebra e latas ilustradas. A proposta é que o presente sobreviva ao chocolate.
Leia também
Por que importa: A Páscoa é a data mais disputada do calendário de chocolate no Brasil. E também a mais genérica. Coelhos, laços, tons pasteis. O visual da categoria é intercambiável entre marcas. A Dengo busca fazer o oposto: usa a Páscoa para reforçar o que a diferencia o ano inteiro. Origem rastreável, cadeia direta com produtores, ingredientes brasileiros.
A artista: Winny Tapajós, nascida em Belém, da etnia Tapajó, incorpora referências culturais e simbólicas da Amazônia em seu trabalho autoral. Para a Dengo, ela traduziu a biodiversidade do cultivo de cacau em estampas que mostram a relação entre floresta, produtores e chocolate. O sistema Cabruca, onde o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas, vira cenário visual.

A campanha: O filme parte do conceito de “encontros”: entre pessoas, entre natureza e cultura, entre quem cultiva e quem compartilha. O CCO Sleyman Khodor resumiu a tese: “Quando a gente olha pra Páscoa pela ótica do nosso chocolate de verdade, a gente entende que todo pé de cacau é, na verdade, um pé de Dengo.”
As embalagens como produto: A decisão de transformar embalagens em objetos reutilizáveis (lenços, latas) resolve dois problemas ao mesmo tempo. Reduz descarte pós-Páscoa (quando toneladas de embalagem vão pro lixo) e prolonga a presença da marca na casa do consumidor. O lenço com estampa de Winny Tapajós não vai pra reciclagem. Vai pra gaveta.
A linha narrativa: A Páscoa é o segundo capítulo de uma tese que a Dengo começou a construir no Natal de 2025. A campanha “O Natal do nosso jeito”, também da Milà, trazia um filme de animação híbrida (com recursos de IA) sobre um menino que pedia um Natal diferente do padrão importado. Na Páscoa, a marca troca IA (alvo de críticas) por mãos humanas. As ilustrações de Winny Tapajós são autorais, não geradas por máquina. E com a mudança de craft o discurso de brasilidade ganha força.

Comentários
Sua voz importa aqui no B9! Convidamos você a compartilhar suas opiniões e experiências na seção de comentários abaixo. Antes de mergulhar na conversa, por favor, dê uma olhada nas nossas Regras de Conduta para garantir que nosso espaço continue sendo acolhedor e respeitoso para todos.