Uma sala de degustação. Câmera ligada. Focus group clássico. As pessoas experimentam Snickers Peanut Butter, elogiam a textura, a crocancia, o recheio. Tudo normal até alguém perceber: todo mundo na sala se chama Reese.
A conclusão é o trocadilho: “Reeses adoram Snickers Peanut Butter.” Não a marca Reese’s, da Hershey, que domina o território de chocolate com pasta de amendoim nos EUA. Pessoas chamadas Reese viram a provocação da Mars ao concorrente líder de mercado.
A campanha, criada pela BBDO New York, é uma série de vídeos sociais dirigidos pelo comediante Eric André, que leva a peça com aquela naturalidade forçada e uma energia de que algo está ligeiramente errado.
A Snickers estendeu a brincadeira pra uma promoção nacional: qualquer pessoa chamada Reese — primeiro nome, nome do meio ou sobrenome, independente da grafia — pode declarar publicamente lealdade ao Snickers Peanut Butter e concorrer a um ano de produto grátis.
A tática tem precedente. Em 2014, a Taco Bell reuniu um monte de pessoas de verdade chamadas Ronald McDonald pra endossar o café da manhã da rede, eprovocação direta ao McDonald’s. A Snickers está no mesmo território: o nome do concorrente vira recurso criativo sem que o concorrente possa reclamar. Afinal, Reese também é nome de gente.
A campanha dá sequência ao lançamento de Snickers Peanut Butter e Snickers Peanut Butter Ice Cream, os mesmos produtos que motivaram “Stuck” semanas atrás, filme que cobrimos no B9, onde a BBDO parodiou “127 Horas” de Danny Boyle como comédia de fome.
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