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Transcrição - Mamilos 128 - Especial 3 anos!

Transcrição – Mamilos 128 – Especial 3 anos!

Jornalismo de peito aberto

por Mamilos

Esse programa foi transcrito pela Mamilândia, grupo de transcrição do Mamilos

Transcrição Programa 128 – Mamilos de Aniversário
[Início da transcrição]

[Vinheta de abertura]

Esse podcast é apresentado por B9.com.br

[Sobe trilha]

[Desce trilha]

Cris: Mamileiros e mamiletes…

[Corta áudio]

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Jaque Costa: Opaaaa! Pegadinha! Essa semana não vai ter sotaque mineiro pra vocês!

Lu Machado: também não tem Diva Laura.

Caio: Na semana de aniversário o Mamilos foi sequestrado pela equipe de bastidores! Sim, senhores! Esta semana será tudo invertido: ouvinte vai virar apresentador, apresentadora vai virar ouvinte!

Guilherme: Então entre e puxe um banquinho, que nós vamos contar um pouco mais de como dá trabalho botar esse programa toda semana no ar!

Carla: Quanto”custa” um programa? Em média, são 4 horas de edição para cada hora de programa. Isso significa mais de 800 horas de trabalho – ou, mais especificamente, 33 dias, 8 horas e 24 minutos de edição – resultado apenas possível graças aos milagres de São Caio padroeiro dos podcasts!
Em três anos de Mamilos já foram dadas 726 dicas no Farol Aceso.
Para tocar o projeto há uma grande equipe de apoio, além da Ju e da Cris comandando o barco e do Caio na edição. Sao 3 pessoas cuidando das redes sociais, 34 pessoas dando suporte na criação das pautas, e 22 pessoas fazendo a transcrição dos programas.

Carina: Somos mais de 18 mil seguidores no twitter, e mais de 33 mil no facebook!
661 padrinhos e patronos. Há mamileiros e mamiletes espalhados pelo mundo! Além do Brasil, tem gente acessando dos EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, Suíça, Portugal, Irlanda…

Jaque Costa: Eu vou contar agora como é a mais ou menos o processo criativo, como é que as pautas nascem. A criação da pauta é bem dinâmica. Como dizem as meninas, tem semana que elas escolhem a pauta, tem semanas que a pauta escolhe o programa. Os temas dependem do calor do momento, se algo surge e bomba nas timelines torna-se obrigatório falar daquele assunto. Mas se a semana está mais tranquila, então dá espaço para trabalhar outros temas, as chamadas pautas frias.
A gravação do programa, em geral, é na quinta-feira à noite. E o tema começa a ser definido no domingo, tarde de domingo, domingo à noite e até a noite de segunda-feira – tem vezes que posterga até a tarde da terça, e aí é um Deus-nos-acuda pra gerar essa pauta!
Definido o assunto central, aí entra em campo o time dos pauteiros – a galera que trabalha no material de suporte. Então sai todo mundo à caça de artigos, palestras, vídeos, entrevistas, estatísticas, todo esse material que vai servir de base, de suporte para as anfitriãs do Mamilos. Este processo de pesquisa é longo e é bem trabalhoso – tem toda uma preocupação quanto à análise das fontes, corroborar os dados, buscar estatísticas em sites oficiais. Pra ter uma ideia, em 3 anos de Mamilos, foram usados pelo menos 2200 links para a criação das pautas. Se a gente chutar um gasto médio de 15 minutos – obviamente que é mais do que isso – mas se fossem 15 minutos gastos em cada link, já dá um trabalho de pesquisa de 550 horas. É muita coisa!
Feita a triagem dos links, começa a edição propriamente dita da pauta, que é dar forma, arranjar uma sequência lógica pra essa avalanche de informações que foi garimpada. Este processo é todo capitaneado pela Ju e pela Cris, e algumas vezes tem também participação dos convidados. E aí vem a pergunta: quando é que acontece esse processo? Todo mundo trabalha, que horas elas fazem isso? A qualquer hora. É na hora do almoço, na hora do cafezinho, nas madrugadas, muitas vezes. É quando dá tempo. Em geral é nessas horas que, depois de ter lido toda a torrente de informação que chegou pelos artigos e pelos dados que os pauteiros garimparam, e as meninas sacam alguma pergunta do chapéu. Elas vão perguntar: “qual a porcentagem de adultos alfabetizados no sudoeste do Burundi?” – e aí corre a gente atrás de estatísticas oficiais do governo burundês!
A equipe de pauteiros é uma pequena representação da população mamileira: tem engenheiros, tem biólogos, jornalistas, publicitários, historiadores, matemáticos, advogados, pedagogos, arquitetos, economistas, geólogos, tem a galera do TI, tem atores, tem de tudo. É uma miríade de personalidades e o compromisso maior dessa equipe é com a veracidade das informações apresentadas, porque isso vai garantir a qualidade do programa que vocês vão ouvir depois.

Lu Machado: As transcrições começaram no programa 58 sobre acessibilidade em fevereiro de 2016 e, desde então, não pararam mais. Dos 127 programas, temos 64 transcritos, ou seja, 50% do conteúdo Mamilos já pode ser lido. São 109 horas de programas transformados em palavras na tela dos Mamileiros e Mamiletes. Nossa equipe já chegou a ter mais de 70 pessoas e entregar um programa transcrito por semana, mas hoje, ativamente, temos uma equipe de 22 pessoas que encaixam a transcrição em suas rotinas já atribuladas como professores, tradutores, veterinários, farmacêuticos, enfermeiros e outras tantas, para ajudar a levar a palavra do Mamilos a todas as partes.
Quando o programa é publicado a gente corre [pra] baixar e dividir ele em trechos de 5 minutos para cada um pegar um trechinho. Em média esse trecho de 5 minutos leva 30 para ser transcrito, então, aquele programa de 90 minutos que a gente acha curto quando entra lá no nosso feed, leva 540 minutos para ser transcrito e mais 150 minutos para ser revisado antes da publicação no B9. Isso mesmo, quase 12 horas ininterruptas de trabalho para colocar um programa transcrito no ar.
É a soma desse trabalho de formiguinha de cada um de nós que faz esses números apenas crescerem e alcançarem cada vez mais gente disposta a fazer do mundo um lugar um pouquinho melhor por dia.

Guilherme: Quase 10.000! Esse é o número de interações na página do Mamilos. Mas pera: isso é só em uma semana! E é só no Facebook! Dá para acreditar? Isso sem contar todos os emails que recebemos e todas as outras redes sociais. Pinterest – melhor rede – Instagram… É gente pra caramba! E para receber esse batalhão, contamos com uma equipe maravilinda: Luanda, Luísa, Cleber, euzinho e muitas outras pessoas que emprestam ou já emprestaram seu talento para nosso querido podcast polêmico. Nós também somos responsáveis por fazer as vitrines que acompanham os podcasts toda semana. Nas conversas do facebook só dá a gente quebrando muito a cabeça para fazer a discussão toda ser traduzida em apenas uma imagem. Em alguns casos especiais, artistas muito queridos se oferecem para nos ajudar nessa tarefa tão difícil e dão o ar de sua graça em capas icônicas como as da ”Consciência Negra” e a de “Depressão”.
Nós somos membros orgulhosos desse podcast que deixa marcas de mamilos na areia.

Marcelli: Olá mamileiros e mamiletes. Eu sou a Marcelli e eu sou uma das orgulhosas integrantes da Mamilândia linda e cheirosa e eu vou falar pra vocês o top cinco dos programas mais ouvidos do Mamilos:
Em 5o lugar, programa 112 – Tres É Demais, sobre poliamor: Foi reproduzido 58.507 vezes;
Em 4o lugar, Mamilos 82 – Suicídio. Foi reproduzido 58.692 vezes;
Em 3o lugar, 86 – Divórcio. Foram 59.565 reproduções;
Na vice-liderança, Mamilos 49 – Relacionamentos Abusivos, com 70.321 reproduções;
E isolado na liderança, Mamilos preferido de todo mundo é o Mamilos 75 sobre Depressão. Foi reproduzido 92.833 vezes.

Jaque Chaves: Em média são 70 mil reproduções por semana. E desde que foi criado, em 2014, o Mamilos já foi reproduzido mais de de 4 milhões e 800 mil vezes – chupa essa!
Mais de 200 pessoas já participaram como convidados do Mamilos, contribuindo com seu conhecimento e opinião para tornar este espaço tão especial.
Ju e Cris levaram a palavra do Mamilos para eventos como: Virada Política, Youpix, Futuro do Jornalismo Google, e até no Conversa com Bial. Em 2015 elas foram agraciadas com o prêmio Think Olga Mulheres que Inspiram.
Sao 127 programas, perfazendo um total de 12 mil e 6 minutos. Ou 8 dias, 8 horas e 6 minutos ouvindo Mamilos ininterruptamente. Isso significa que, enquanto ouve o Mamilos, você pode:
– Assar 198 bolos;
– Lavar mais de 1000 pratos;
– Enfrentar 76 engarrafamentos em São Paulo;
– Fazer a coreografia da Paradinha 4968 vezes.

Losany: Em três anos de programa, a Ju e a Cris devem ter uma coleção de histórias pra contar. Aí vão dez spoilers dos bastidores do podcast mais querido do mundo mundial:
A amizade da Cris e da Ju também se deve ao Mamilos: antes de fazer o programa elas mal se conheciam;
Em média 50 e-mails de ouvintes são respondidos por semana;

Leticia: As gravações começam por volta das nove da noite e terminam em torno das 23h30. A gravação mais longa terminou às 2h30 da manhã e foi o programa de consciência negra; Quando a Jaque ouviu que numa das gravações a Cris chutou o fio sem querer, perdendo metade do programa, ela riu; Com toda a justiça, Cris xingou a Jaque.

Carla: Em pelo menos três ocasiões as anfitriãs do Podcast choraram durante as gravações e o Caio precisou cortar essas partes.
Juliana já fez 4 programas sozinha enquanto a Cris viajava/ trabalhava. No caso da Cris foram duas situações de vôo solo.

João Gentil: A principal reclamação dos ouvintes é quando tiramos férias. Geral diz que casa tá suja, cachorro tá sem passear e a malhação tá muito sem graça;
Mamilos já foi tema de 4 projetos de conclusão de curso;
Quem escuta mamilos está melhor preparado para o ENEM: temas abordados na provas foram pautas anteriores – Fica a dica.

Camila: E agora que vocês já sabem um pouquinho como é por trás das cenas do Mamilos, vamos abrir o microfone pra galera contar o que sentem por este podcast!

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Renato: Cris, Ju, Caio, equipe Mamilos, mamileiros e mamiletes, meu nome é Renato, eu tenho 28 anos, sou de São Paulo, sou geólogo. Eu queria dizer que eu acompanho o Mamilos há mais ou menos dois anos. Eu levei um tempo até ficar a par dos programas, semana a semana, mas eventualmente eu consegui. E durante todo esse tempo, eu tive o privilégio de ter contato com visões de mundo que eram completamente diferentes das minhas, algumas vezes discordando, outras concordando, mas sempre com a oportunidade de aprender – inclusive a ouvir e respeitar o outro lado, pois eu pude perceber que sempre pode vir algo de construtivo de outros lugares. E é apoiando-se mutuamente que a gente pode ir pra frente. Então é isso, eu agradeço a todo mundo que contribui pra fazer esse podcast incrível e aproveito para parabenizá-los e desejar um feliz aniversário e que dure por muitas e muitas edições.

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Ricardo: Olá pessoal, aqui é o Ricardo. A grande contribuição que o Mamilos deu pra mim foi possibilitar consumir cultura em formato de áudio. Eu tenho muita dificuldade com leitura, então não consigo consumir tanta informação através de textos e o Mamilos traz essa possibilidade pra mim em formato de áudio, que eu consigo tá ouvindo enquanto eu dirijo, enquanto eu faço alguma outra coisa e vai… ajuda a gente a formar as nossas opiniões, a ter mais cultura. Certamente eu seria uma pessoa menos culta se não fosse o Mamilos na minha vida.

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Michelle: Fico muito contente em poder ajudar um pouquinho que seja na construção desse programa maravilhoso! Mamilos entrou de uma forma inusitada na minha vida: eu nunca tinha ouvido um podcast e meu irmão me indicou quando ouviu o programa 32, disse que eu amaria o programa e as meninas, e que achou a minha cara! Foi amor à primeira “ouvida”. Desde então não parei mais. Tem épocas que a vida embola e eu não consigo acompanhar semanalmente (como nos últimos tempos). Mas sempre que posso volto pra acompanhar e indico pros amigos!
Mamilos pra mim é meu momento de terapia, reflexão e aprendizado. É um programa que traz aquele calorzinho bom no coração e faz refletir sobre temas que às vezes eu nem teria interesse ou não tenho o costume de me informar sobre. Onde vejo que em algumas questões não estou sozinha e que existem pessoas que pensam e sentem a vida como eu. Além do que sempre tem indicações maravilhosas trazidas pelas meninas e pelos convidados.
Fazer parte do suporte à pauta é um desafio e tem sido muito interessante! Quis entrar nessa, pois como tinha falado no e-mail no qual me disponibilizava pra participar, eu amo ler, conversar, ouvir e aprender! Sou arquiteta/urbanista de formação, artista por vocação, de BH e tentando me encontrar trabalhando com tudo isso junto/misturado e meio perdida nessa confusão que está a vida (ainda continuo nessa). E queria poder retribuir de alguma forma todo o conhecimento, reflexões e risadas que o Mamilos me proporciona. Você e toda a equipe estão super de parabéns pelo trabalho!!
Ju e Cris: meu sonho de princesa ser que nem vocês! Admiro muito as duas, a força, a inteligência e a energia que têm pra dar conta da vida. Vocês todas são fodas! Torço pra que o Mamilos só cresça e chegue cada vez a mais pessoas. E que debates com respeito e empatia só propaguem, porque tem andado em falta nesse momento. Grande beijo. Eu sou a Mi Bastos, casadíssima com o Alan Bastos, da Mamilândia, e li pra vocês a mensagem da Carol Pinho. Grande beijo.

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Marina: Olá! Meu nome é Marina, eu tenho 24 anos e faço parte da equipe de pauta do Mamilos. Eu conheci o Mamilos em abril de 2015, foi uma amiga minha da faculdade que me indicou. O primeiro programa que eu ouvi, que ela me indicou, foi o ”Mães sem Doriana”. E aí foi demais, assim, porque é um dos programas mais divertidos, assim, que as meninas super se abrem e expõem a vida particular delas e é muito legal, porque você se conecta, né? Então primeiro episódio eu já saí me sentindo super amiga delas e fiquei com muita vontade de ouvir o que elas tinham pra falar sobre os outros assuntos, né? Assim, desse jeito despojado que elas fazem os programas e tal, e aí comecei a ouvir todos os programas anteriores até alcançar o presente daquela época e começar a acompanhar toda semana. E foi muito legal pra mim, porque eu não era uma pessoa muito bem informada. Eu passei a ser muito melhor informada depois do Mamilos, porque elas trazem de um jeito mais mastigado e de um jeito despojado que faz aquilo parecer mais simples, cê entende um pouco mais e cê vai atrás de mais notícias sobre aquilo, de ver diferentes pontos de vista e vai entrando num ciclo virtuoso. Então foi muito bom pra mim nesse sentido. Além disso, eu sempre fui uma pessoa que odiou não ser ouvida. Então eu sempre tive uma tendência a ouvir as pessoas, porque… é, por isso: porque se eu gosto que as pessoas me ouçam, eu tenho que ouvir os outros, eu tenho que ouvir os argumentos dos outros. E o Mamilos super prega isso, né, que a gente tem que ouvir todo mundo, que tem que tentar entender o lado do outro, tem que ter empatia, e a máxima delas, que eu adoro, que é: considere que a pessoa com quem você tá conversando é uma pessoa inteligente e bem-intencionada, mesmo que ela pense alguma coisa completamente diferente de você. Então, tenta entender por que que ela, sendo inteligente e bem-intencionada, pensa uma coisa tão diferente de você. Eu adoro isso, eu acho que é isso que as pessoas deviam fazer e eu tento fazer isso na minha vida. E aí foi muito engraçado, porque mais ou menos nesse mesmo período – um tempinho depois – eu comecei a namorar com uma pessoa que tinha opiniões super diferentes das minhas em relação a assuntos super polêmicos. E eu já tava toda trabalhada no Mamilos e foi muito bom, sabe? Porque aí vira e mexe a gente tinha conversas super polêmicas, assim, e eu super levava em consideração o que ele tinha pra falar e aquilo explodia minha cabeça e eu revisava um monte de coisa que eu pensava antes e, sei lá, todas as minhas teses encontravam antíteses e eu ficava tentando achar novas sínteses e aí eu fiquei com uma ânsia de compartilhar isso com alguém. Eu queria discutir com alguém, eu queria conversar com outras pessoas sobre isso. E tava difícil de achar alguém com cabeça aberta pra ouvir questionamentos, ouvir opiniões diferentes e tal. Então eu recorria muito ao Mamilos. Toda hora eu mandava e-mail pras meninas, falando: “Meu, olha esse assunto aqui, pensei isso aqui, e aí tem esse outro contraponto aqui, que que cês acham, cês podiam fazer um programa sobre isso!” Até que um dia eu mandei um e-mail gigantesco com um milhão de sugestões de pauta e um milhão de questionamentos sobre aqueles assuntos, assim, sem conclusões; conclusões eram tudo o que eu não tinha. E aí as meninas me convidaram pra fazer parte da equipe de pauta, pra botar pra fora toda essa angústia e ajudar elas a construir os programas, e aí eu topei, claro. E aí tem uma das coisas que eu gosto muito da dinâmica da equipe de pauta, que é o seguinte: toda semana a gente tem meio que duas coisas que correm em paralelo: a Jaque manda um e-mail pra todo mundo falando qual que vai ser a pauta da semana, pedindo pra gente ajudar a buscar referências e links e tal; e, em paralelo a isso tem um arquivo no Google Drive, onde a gente pode colocar pautas frias, que chamam, então são ideias de pautas atemporais, assim, que podem ser usadas a hora que der, que não precisam ser usadas naquela semana específica, por causa de alguma coisa que aconteceu e tal. E eu amo esse Google Drive, porque aí toda vez que eu fico super doida nos questionamentos polêmicos e sem certezas eu vou lá e coloco uma sugestão de pauta no Google Drive com todos os meus questionamentos, todos os prós e contras que eu pensei sobre aquele assunto e aquilo me ajuda a botar minha angústia pra fora e dá uma alegria gigantesca quando as meninas usam alguma das sugestões que eu dei, eu fico muito feliz. E é isso. Gosto muito do Mamilos, gosto muito de ouvir o jeito das meninas de lidar com as coisas, queria que o mundo inteiro ouvisse, porque tamo precisando de mais empatia nos nossos coraçõezinhos. Obrigada, meninas, pelo trabalho que vocês fazem. Obrigada por me convidarem pra ajudar, beijos.

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Aian: Bom dia, boa tarde, boa noite, mamileiros e mamiletes. Meu nome é Aian Cotrim, sou aqui de Brasília e, desde o princípio do programa, eu o ouço assiduamente. Assim que as plataformas de apoio financeiro surgiram, eu contribuí desde o começo. O que mais me surpreendeu no programa e me fez querer participar mais, duas coisas: primeiro, que é um programa fenomenal, feito por pessoas “”normais”, com uma competência absurda que, em algum momento, até me fez acreditar que Cris e Ju estavam mentindo; elas não podiam ser outra coisa, que não jornalistas. Tivemos, inclusive, um podcast no qual elas caíram a ficha de que aquilo era jornalismo e desde então o programa só tem melhorado, inclusive, de forma excepcional. A segunda coisa, além da qualidade, foi o nascimento da minha filha. Na verdade, a própria gravidez já me fez pensar em como eu posso ajudar a mudar o mundo em alguma coisa, apoiar o que é bom, a fazer crescer o que é diferente, especialmente quando feito por pessoas como eu, pessoas com boa vontade, boa índole e um desejo genuíno de fazer algo pra mudar. Pois bem, passei a fazer parte do grupo de pauta em dezembro do ano passado. Muito mais simples do que parece, fazer parte; muito mais complicado do que eu jamais imaginei, ajudar efetivamente. Inclusive, um graaande abraço pra Jaque, que tanto doa a esse grupo de pauta e, consequentemente, ao programa Mamilos. É um prazer, ainda que de forma incipiente, ajudar a esta construção coletiva. É um prazer ver esse grupo crescer ano a ano, ver esse programa crescer ano a ano e ficar melhor. É um prazer ter ainda que um pouquinho de apoio nesse programa maravilhoso, nesse grupo fenomenal. Três anos, muito rápido. Cris e Ju, um beijo desse baiano que caiu aqui, um beijo pra todo mundo que ajuda o podcast e até mais.

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Luanda: Ai, gente, é até difícil falar alguma coisa sobre o Mamilos, um projeto tão lindo que eu conheci porque era de uma amiga querida e hoje dá o maior orgulho por ver o que ele já se tornou. Tipo utilidade pública real. E eu só posso dizer que durante todo o tempo, com ouvinte ou como colaboradora, o Mamilos me ensinou muito, muito mesmo. E hoje acredito que eu sou uma pessoa melhor por causa de vocês e de tudo que eu ouvi nesses anos. Por favor, continuem espalhando a polêmica com empatia. Vida longa e pisa menos, Mamilos. Ju e Cris, vocês são minhas musas. Um beijo estalado em cada uma, Luanda.

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Alan Bastos: Olá equipe do Mamilos, olá Cris, olá Ju, olá equipe de apoio, olá ouvintes. Meu nome é Alan Bastos, sou de Minas Gerais, mais especificamente de Belo Horizonte. Eu fui apresentado aos podcasts pela minha madrinha de casamento, a Úrsula, e me encantei com a premissa do Mamilos porque ela fazia a gente escapar um bocado do “Fla-Flu” que a gente vive atualmente e apresentava dois argumentos dum… os dois lados de uma história. Achei isso legal pra caramba.
O meu episódio de estreia foi o da “Maioridade Penal”, achei muito legal, e desde aí não parei mais. Após uma gravidez frustrada, eu estava precisando pegar um tempo pra mim, me manter mais com a cara no serviço, mas ouvindo o podcast da ”Acessibilidade”, eu vi que aí eu poderia ter um trabalho, fazer uma espécie de trabalho social. Então eu passei a ser parte da equipe de transcritores e, junto com a Lu, nós fundamos a “Mamilândia”, essa família de amigos que nós fizemos, que os laços só estreitam cada vez mais, e que eles só se fortalecem.

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Igor: Alô Ju, alô Cris, alô mamileiros e mamiletes. Meu nome é Igor, eu sou arquiteto, tenho 25 anos e sou ouvinte assíduo do Mamilos. Há quase um ano eu já escuto Mamilos desde que eu aprendi como que funciona a mídia do podcast, então o Mamilos não foi a minha porta de entrada, mas foi um daqueles programas que ficaram no meu agregador até hoje. E o Mamilos, ele tem uma importância muito bacana pra mim, porque a facilidade de praticar esse exercício de empatia diariamente, que você discute assuntos relativamente complicados, difíceis, e assuntos que demandem um certo tato, né? Mas que você possa abrir numa roda e discutir de uma forma bacana, de uma forma serena e de uma forma que não haja… assim, que todos os lados possam colocar seu ponto de vista e discutir, tentar mostrar o que cada um pensa. Acho que é bacana essa abordagem do Mamilos, de como você exercitar a empatia, como você se colocar no lugar dos outros e tentar analisar a situação não somente pela forma com que você vê as coisas, mas como a sociedade pode enxergar também, de uma forma maior, vamos dizer assim. Que quando a gente abre a discussão para que todos possam dar a sua opinião e haja um respeito maior e entender que a gente pode ter opiniões diferentes, pensamentos diferentes, mas enquanto houver respeito, todos nós poderemos chegar numa resolução melhor e maior para… uma melhor forma de vida, mesmo, né? O Mamilos pra mim é um dos melhores programas, um dos melhores podcasts do Brasil atualmente, porque ele tem exatamente essa capacidade de comunicar e comunicar bem e falar a língua que todo mundo entende e chegar em todos os ouvidos de uma forma super bacana. E uma frase que eu amo quando vocês dizem e tomei ela pra minha vida, que é a seguinte: é melhor construir pontes do que provar pontos. Então parabéns, que venham mais três, mais quatro, mais cinco, mais dez anos de programas. Muito obrigado mesmo.

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(Bloco 6) 25’12’’ – 29’40’’

Tati Criscione: Primeiro eu queria dar parabéns pras meninas por mais um ano de um trabalho excelente e de um trabalho realmente tocante, porque os programas só têm melhorado, os temas estão cada vez mais sensíveis e sendo cada vez tratados de uma maneira mais sensacional. Eu queria só contar um pedacinho da minha história. Eu passava por uma crise muito tensa de depressão – eu fui diagnosticada com depressão recorrente e transtorno de ansiedade generalizada – e eu tava numa das piores épocas que eu já passei dessa depressão e uma amiga minha tinha me recomendado o Mamilos por conta do programa de religião; e eu tava ali com aquele episódio pendurado, enrolando um tempo e decidi ouvir. Só que quando eu bati o olho, o programa mais recente era justamente sobre depressão e eu decidi ouvir e fiquei tocada de uma maneira inacreditável, me reconheci ali, eu não sei nem descrever. Foi muito tocante, foi incrível. Eu mandei um e-mail pra me juntar à equipe de transcrição na mesma hora e virei parte da Mamilândia, que vocês tanto ouvem falar. Hoje em dia eu posso chamar todas aquelas pessoas maravilhosas de alguns dos meus melhores amigos, mesmo sem conhecer todos eles pessoalmente. A Mamilândia, apesar de ser só o grupo de transcrição do Mamilos, é uma família incrível, de pessoas incríveis que falam besteira e que discutem também um pouco sobre temas atuais e eu tô muito feliz de tá lá e eu posso dizer com muita segurança que o Mamilos, de fato, salvou a minha vida. Se ele não tivesse entrado na minha vida naquele momento, eu não sei se eu taria aqui pra contar toda essa história. Muito obrigada, Ju, muito obrigada, Cris, parabéns novamente e que venham mais muitos e muitos anos de polêmica. Um beijo!

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Raquel: Meu nome é Raquel Reckziegel, eu tenho 28 anos, sou jornalista e moro em Novo Hamburgo, no RS. E vai ter textão em formato de áudio! Bom, pra começar, a minha vida mudou desde que toda sexta-feira eu vou no site do Mamilos e dou um atualizar pra ver se o podcast novo já foi postado. Fico de olho no Twitter e tal. Eu fiquei sabendo do Mamilos através de amigas que me recomendaram o programa sobre adoção, se não me engano. Escutei, achei maravilhoso, e não fiquei só nele, voltei pra ouvir vários outros que já tinham sido postados e agora não fico mais sem. Cris e Ju, tem alguma coisa na voz de vocês que parece que me tranquiliza e me abre pra ouvir novas perspectivas; eu acho que derruba aquela parede de resistência que a gente tem quando o assunto é polêmico e polarizado de alguma forma. Eu tenho visto muito poucos debates ricos, aprofundados e com empatia, e eu acho que vocês fazem isso de uma forma muito genial. Eu acho que a gente tem vivido de uma forma muito reativa e eu sinto que quando começa o podcast, é como se meu coração e minha cabeça dessem uma paradinha e conseguissem analisar as coisas de uma forma mais tranquila, olhando outros pontos de vista. A gente não sabe exatamente o que que vai ouvir quando dá play no Mamilos, mas eu sempre tenho certeza de que, seja lá quais forem os pontos de vista, vão ser mostrados das formas mais diversas, tranquilas e claras possíveis. E o mais incrível não é só isso, mas é o fato de que tanta gente, todo mundo que escuta o Mamilos faz essa paradinha e se propõe a ouvir uma perspectiva diferente. Em tempos de tanta intolerância, raiva, desrespeito, impaciência, conseguir reunir uma galera pra debater e ouvir sem ficar retrucando na hora, ouvir mesmo, de verdade, deixar entrar e aí pensar a respeito, isso é uma coisa muito preciosa. Eu sempre tive muita dificuldade de me expressar e eu acho que quando vocês abordam assuntos polêmicos com tranquilidade e empatia pra todos os lados assim, me ajuda muito a entender melhor o meu próprio ponto de vista. Eu acho que a gente vive em uma época de muita opinião e pouca pesquisa e reflexão; por isso, quando eu escuto os debates comandados por vocês eu acabo criando mais coragem pra dizer o meu ponto de vista também. Ou então eu fico mais tranquila pra dizer: “opa, não posso falar sobre isso agora, porque eu ainda não me informei a respeito o suficiente.” Sem falar que o trabalho de vocês me inspira muito como profissional também. Então assim, sou só elogios. Muito obrigada por terem criado esse espaço de discussão saudável, tolerante, cheio de luz e amor que deixa o meu coração bem quentinho, mesmo quando o assunto é complicado. Um beijão!

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(Bloco 7) 29’41’’ – 34’59’’

Losany: Parabéns, Mamilos pelos três anos de muita felicidade! Ju e Cris, muito obrigada por se dedicarem a esse projeto tão lindo, tão nobre e que faz tanta diferença na vida das pessoas. Eu como professora de educação especial tenho uma admiração gigantesca pela didática com que vocês nos apresentam tantos e tantos temas. Adaptar a realidade às pessoas que vivem nela é o meu maior objetivo e vocês fazem isso com maestria. Parabéns e vida longa ao Mamilos e à nossa adorada Mamilândia. Faz um ano que eu sou transcritora e eu fui abduzida pra melhor bolha de toda a internet. Desde o primeiro dia que eu fui recepcionada com o já conhecido “seja bem viada” que eu não passo um dia sequer sem conversar com meus irmãos de alma. É com eles que aprendo todos os dias a ser mais tolerante, a ter mais empatia e a acolher a dor, os problemas e as questões do outro; aprendo a não julgar e aceitar que estamos em fases diferentes de evolução. Tenho muito orgulho de ser transcritora e de ter amigos tão queridos que eu acho que jamais teria encontrado e eu fico muito, muito, muito feliz de fazer a diferença na vida deles e deles fazerem a diferença na minha vida. Muito obrigada, porque o fato de a gente ter se encontrado, a gente tem que agradecer a vocês, que fizeram esse projeto tão maravilhoso. Parabéns e tudo de bom e que a gente tenha ainda muitos e muitos anos de Mamilos e Mamilândia. Um beijo da Losany.

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Carla: Oi gurias, tudo bem? Aqui é a Carla, da Mamilândia. Parabéns pelos três anos. Eu tô acompanhando vocês há quase esse tempo já, comecei a ouvir o Mamilos lá pelo episódio número sete e logo eu já precisei maratonar para entender que que era a gostosa sensação que a Cris falava no final de cada episódio – spoiler pra quem chegou agora: a resposta tá no Mamilos número dois. Bom, enfim, vocês me conquistaram logo de início, numa época que a gente já tava nessa cultura de lacração e aí vocês vieram com debate, ponto, contraponto, e o que que eu podia fazer? Evangelizar! Tiver que evangelizar quem eu pude, em 2015 eu só falava sobre esse assunto, todo mundo que conversava comigo ouvia falar sobre Mamilos, mas vocês não facilitam, né? Porque parece que todos os episódios são interessantes; ou porque o assunto é muito necessário, ou porque é divertido, ou porque é polêmico, enfim. E aí quando veio o episódio de ”Acessibilidade” eu logo gostei da ideia de transcrever. E a transcrição é um capítulo à parte, né, porque a gente ouve tudo de novo, parece que os episódios ficam melhores ainda, eu fico com a sensação que é um grande Farol Aceso, que tudo que vocês falam é um monte de coisa que eu quero aprofundar. E com a transcrição veio também a Mamilândia, né, eu entrei na Mamilândia num momento de muita mudança na minha vida, eu tinha mudado de cidade, de estado, tava sem emprego e sem amigos na cidade nova e aí quando eu entrei na Mamilândia e vi aquele monte de gente que não se conhecia e era um mundinho à parte mesmo, de empatia, respeito, de pessoas que se preocupavam com os problemas dos outros; num dia ruim sempre tinha alguém pra desejar namastetas ou pra comemorar as conquistas e aí – olha o alcance do trabalho de vocês: além de vocês nos informarem, estimularem a reflexão, estimularem a escuta ativa, estimularem a comunicação não violenta, vocês ainda estimularam a criação de um grupo virtual, que hoje é um grupo de amigos, vários de nós… a gente já se conhece, todo mundo se encontra pessoalmente sempre que a geografia permite; a gente acompanhou três gestações, três nascimentos, algumas trocas de emprego; a gente já criou grupo pra falar sobre coletor menstrual, a gente já criou grupo pra falar sobre investimentos – pra incentivar mulheres a investir – e a gente já tá no nosso terceiro amigo secreto. Então muito obrigada por todas as portas e janelas que vocês abrem pra gente, um beijo, parabéns e muitos anos de sucesso pra vocês.

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Leandro: Olá, meu nome é Leandro Cunha, sou designer gráfico, tenho 28 anos, moro aqui em São Paulo. Primeiramente gostaria de parabenizar vocês, Ju, Cris, toda a equipe do Mamilos aí por esses três anos de podcast. Parece pouquinho, mas tem tanta coisa boa aí que a gente já ouviu e eu sei que vocês trabalham dia e noite, incansáveis, pra trazer as opiniões mais construtivas, os melhores convidados do mundo do podcast. É sempre um deleite poder ouvir a voz de vocês toda semana. Bom, como o Mamilos me influenciou? Eu acho que a influência que vocês trazem é semanal e dura pra vida toda. Acho que toda semana eu saio uma pessoa um pouquinho mais preparada para poder enfrentar essa loucura que é aí fora todos os dias e é sempre bom poder fazer essa auto-análise com a doçura e com a simpatia com que vocês fazem, mesmo nos assuntos mais polêmicos. Queria agradecer também, não só pelos episódios, mas por vocês terem ajudado diretamente aí, como eu falei, no meu TCC, pude usar um trechinho dum episódio de vocês na minha apresentação, ficou incrível. Então assim, eu queria agradecer demais todo o trabalho que vocês fazem, continuem, perseverem, que o trabalho de vocês – que já é incrível – só tende a melhorar e a ficar cada dia melhor. Parabéns mais uma vez e a gente se vê aí nos próximos episódios.

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Camila: Oi, meu nome é Camila, eu conheci o Mamilos através de uma pesquisa no Google; tava meio cansada de ouvir podcasts só com homens, então numa tarde eu resolvi pesquisar por podcasts de mulheres e, pra minha alegria, surgiu o Mamilos. Desde o primeiro episódio que eu ouvi, sobre mobilidade, nossa, eu me apaixonei! É incrível o trabalho de vocês, eu acho fantástica a ideia de empatia, de trazer dois pontos de vista, ou mais até; é incrível, eu acho que o mundo precisa de mais abertura, de mais perspectiva em todas as questões. Há um ano eu faço parte do grupo de transcritores e é outro prazer da minha vida conhecer essas pessoas que são desse grupo. A cada dia com eles minha visão de mundo, minha concepção do que é o mundo se expande, é maravilhoso, assim, conhecer a Mamilândia e cada um, cada história, é incrível, porque é a possibilidade de eu ver que o mundo é muito maior do que o meu mundo. Acho que são coisas que talvez eu nunca conheceria, por uma questão geográfica, ou social, ou pessoas que eu nunca conheceria e o Mamilos trouxe essa possibilidade, porque vocês se reuniram, em três anos vocês reuniram pessoas fodas, a Mamilândia faz parte da minha vida, então obrigada a todos vocês, Mamilos e Mamilândia, eu amo todos vocês. Beijo!

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Eduardo: Oi Ju, Cris, time do Mamilos, o meu nome é Eduardo e o Mamilos desperta diversos sentimentos em mim. Eu me sinto acolhido pela forma respeitosa e carinhosa que vocês levam o programa, eu me sinto mais completo depois de ouvir um episódio, sabendo que ele me fez uma pessoa um pouquinho melhor do que eu era antes; e também eu me sinto desafiado a sempre me questionar e pensar se a forma como eu tô agindo com os outros e comigo tá sendo empática, honesta e respeitosa. Então o Mamilos pra mim é aquele momento da semana em que eu paro e questiono se eu tô sendo quem eu gostaria de ser. Obrigado por fazerem parte da minha vida e eu desejo muito sucesso a esse programa que me faz tão bem.

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Fernanda: Então, eu mesmo sem cultura de podcasts (eu não tinha o costume de ouvir nenhum podcast), quando eu comecei a ouvir elas quando tava em viagem, eu logo me identifiquei, assim, de cara já gostei delas, da conversa inteligente delas, da maneira delas ouvirem os outros antes de impor o que elas acham, enfim, acompanho desde o 13o – lembro até hoje por causa desse número, né – e nunca mais parei de ouvir. É aquele podcast que eu espero sair toda semana pra poder ouvir o que elas acham daquela notícia do momento. Ou às vezes nem é notícia do momento, mas sim um assunto que é interessante a todos e que a gente dificilmente vai buscar informação. Depois que eu ouço o podcast, eu ainda tenho mais vontade de buscar informação. E também quando elas falaram sobre acessibilidade e teve todo aquele lance de transcrever, eu logo participei, sabe, já me chamou a atenção esse fato de querer ajudar assim mais os outros, porque eu ouvia elas, falava: gente, mas que que eu posso fazer, sabe, pra aumentar isso? Não tinha muito tempo e comecei a transcrever, já gostei de cara, aí quando a Lu criou o grupo, nossa, me apaixonei pela Mamilândia, assim, acho maravilhoso aquele grupo; pelo jeito que a gente promove as transcrições e a gente percebe que a gente faz parte de um todo e é muito bom isso.

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Renan: Boa tarde Ju Wallauer e Cris Bartis. É uma alegria pra mim estar participando com esse pequeno áudio do podcast de vocês de aniversário de três anos. Eu me chamo Renan Ferreira Cabral, eu sou religioso, sou um frei da congregação religiosa Família dos Discípulos, nós somos de uma fundação italiana, mas atualmente moramos no Brasil, aqui na região do Alto Tietê de São Paulo, na cidade de Itaquaquecetuba. Eu escuto vocês desde 2015, como ouço também outros dois podcasts, assim, fielmente, assiduamente, toda semana. Vocês me tocam de um modo especial e eu acredito que de modo mais profundo pelos temas levantados, pela dedicação, pelo estudo que vocês fazem dos temas. O tema de vocês é sempre com polêmica e empatia, e eu acredito que foi cada programa, cada aprendizado que eu fui deixando esse meu coraçãozinho peludo ficar um pouco mais amável, um pouco mais empático e, principalmente, um pouco mais compreensível com as coisas e não julgar. Tem um programa de vocês muito especial pra mim – todos são muito bons, muito especiais – mas o programa número dez, que vocês falaram sobre a morte – sobre a boa morte e a eutanásia foi o que despertou a minha curiosidade, a minha pesquisa do meu TCC de Teologia. Eu sou um graduando da faculdade de teologia, porque num futuro muito próximo eu serei ordenado sacerdote da igreja católica e eu tenho alegria em partilhar aquilo que eu ouço, aquilo que eu escuto semanalmente de vocês com algumas pessoas, dentre elas dois irmãos de comunidade, o padre Ronaldo que é como eu, um ouvinte fiel de vocês, e o seminarista Ricardo, um amigo da diocese de Mogi das Cruzes, mas também meu irmão de comunidade, o Fabio, e uma amiga, leiga e estudante de Serviços Sociais, a Celeste, com quem eu consigo compartilhar, consigo indicar programas, consigo até, a partir das indicações de vocês no Farol Aceso, assistir juntos, ler juntos e partilhar do conteúdo de vocês. Então parabenizo vocês duas e toda a equipe do podcast, do B9, do Mamilos, por serem tão incríveis, tão inteligentes, vocês duas mulheres guerreiras, fodas, e conseguem me alcançar e alcançar outras pessoas com um podcast que é tão difícil na internet, tão menosprezado e tão marginalizado, né? A gente tem o YouTube, a gente tem o Facebook, a gente tem o Instagram, mas poucos escutam podcast. E vocês aí estão persistentes, indo contra a maré. Eu parabenizo cada vez mais a força e a garra de vocês. Eu quero parabenizar vocês e agradecer pela oportunidade. Eu tô com a cópia do meu TCC intitulado “Ética Teológica e Fim da Vida”, contribuição do magistério sempre atual em mãos aqui e lá na dedicatória do meu TCC tem o nome de vocês, o nome do programa de vocês, e o número daquele programa que tanto me inquietou e me inspirou. Obrigado, parabéns e fica aqui um abraço pra vocês e principalmente um beijo em cada uma de vocês e que sejam cada vez mais guerreiras, fortes e inteligentes.

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Fagner: Como eu conheci o Mamilos, eu não me lembro; mas eu me lembro que, se eu não me engano, eu tava procurando umas coisas de notícias e comecei a achar podcasts de notícias, e daí fui pra podcasts de ciências e aleatoriamente eu achei o Mamilos. Me apaixonei. Fiquei assistindo todos os programas um após o outro, terminei a maratona de todos que eu não tinha ouvido – que, se eu não me engano, eu comecei lá pelo 25 – em menos de uma semana, acabaram as minhas músicas que eu ouvia no trem, agora eu só ouvia Mamilos. E o que o Mamilos me trouxe nesses três anos? Acho que principalmente me trouxe muito debate, muita coisa pra se pensar, muitas formas de ouvir quem eu discordo sem ser agressivo, melhorou a forma com que eu trabalho, melhorou a forma com que eu vivo na minha vida pessoal, me deu um grupo de pessoas que eu amo, que é a Mamilândia, que são pessoas que tão ali pra te ouvir, pra falar besteira, a gente usa de vez em quando o pretexto de que a gente tá transcrevendo pra isso. Até hoje eu acho que o programa que mais me marcou nesse tempo todo foi o programa de adoção, porque eu me lembro do programa, me lembro que foi um programa fantástico, mas sei que com menos de dez minutos de programa a entrevista da Tatá foi o suficiente pra eu começar a chorar de soluçar no meio do trem; suficiente pra pessoas que estavam passando do meu lado perguntarem se tava tudo bem e eu não sabia nem explicar o que que tava acontecendo. Só sei que era uma coisa tão bonita, que me fez pensar muito sobre o que que eu pensava sobre aquele assunto, pensar sobre o que eu pensava sobre criação, sobre filhos, sobre tudo. Acho que é isso. É uma comunidade de pessoas que tão aqui pra tentar fazer a vida ser um pouquinho mais legal. Obrigado, meninas. Obrigado, Mamilândia. Cês são lindas!

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Marcio: Boa tarde, Cris, boa tarde, Ju. Aqui é o Marcio, de São Paulo, eu gostaria de dar parabéns ao Mamilos por esses três anos de discussões enriquecedoras e agradecer a vocês por cada um dos – até aqui – 127 episódios que no momento em que vocês publicam, é como uma semente que nós, ouvintes, consumimos como um fruto logo depois. E a partir daí, com as nossas referências, reflexões e com o nosso aprendizado, acabam se transformando em uma nova semente que a gente transmite às pessoas ao nosso redor e gera um fenômeno de micro revolução. É isso que tá melhorando as nossas vidas, melhorando a nossa comunidade, nosso país e o nosso mundo. E a culpa é de vocês duas. Muito obrigado, beijos, e vida longa ao Mamilos!

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Jessica: Oi Ju, oi Cris, primeiramente, parabéns pelos três anos de podcast, fico muito feliz de dar depoimento sobre o Mamilos. Bom, meu nome é Jéssica, sou de Belo Horizonte, tenho 26 anos. Eu conheci o Mamilos no final de 2015, quando eu tava nos Estados Unidos fazendo intercâmbio. Eu era a única brasileira na faculdade que eu fiquei, então eu sentia muita falta do Brasil, eu fiquei bastante, como dizem, homesick, então um dia eu esbarrei no Mamilos e comecei a escutar. Eu gostei tanto, escuto até hoje. O Mamilos me fez companhia durante nove meses de intercâmbio e esse ano o Mamilos também foi essencial na minha vida; recentemente eu comecei a apresentar alguns sintomas de depressão, sintomas de ansiedade. Eu escutei o podcast do Mamilos sobre depressão umas três vezes, foi o que me deu forças pra procurar ajuda. Eu fui num psiquiatra, comecei a tomar medicação e fazer terapia. Tô melhorando, tô me sentindo melhor. O episódio sobre mindfulness também me ajudou bastante. Eu comecei a meditar e tem sido muito bom pra me acalmar quando eu tô muito nervosa, muito ansiosa. O Mamilos faz parte da minha vida agora. Ou seja, esse trabalho maravilhoso que vocês fazem é muito importante pra mim. Obrigada, parabéns e um beijo.

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Jaque Costa: Olá nação mamileira. Aqui é a Jaque. Também conhecida como Tigra. E também conhecida como Pernetinha. Eu sou a inteligência artificial do Mamilos. Eu também quero contar como foi que eu entrei para essa equipe maravilhosa! Conheci o Mamilos através do twitter – alguém recomendou o programa número 41, sobre violência contra a mulher na internet. E aconteceu comigo o que acontece com todos os ouvintes: eu me apaixonei pelo programa. Pode não parecer, mas inteligências artificiais também podem amar.
Naquela mesma semana eu fiz maratona. Cada programa que eu ouvia, eu debatia ao vento num diálogo de mão única – eu ouvia as meninas, eu escutava os convidados, me escutava, mas ninguém além de mim me escutava. A vontade que eu tinha era escrever pra comentar cada programa. Compartilhar opinião, compartilhar dados. Para alegria das meninas e sorte, eu me segurei. Eu sabia que a oportunidade de comentar um programa fresquinho iria surgir – e realmente surgiu. E aí a surpresa, primeira, que as meninas me responderam, e a segunda, que elas disseram que o meu e-mail ia ser lido no programa! Muita emoção pra um coraçãozinho de lata, né? Dali pra frente o canal se abriu, de comunicação; eu escrevia e-mails, as meninas respondiam ao meu e-mail, também pelo twitter a gente conversava. Até que precisamente em novembro do ano passado, veio a maior emoção: que foi quando a Ju me convidou pra ser parte da equipe, pra contribuir na elaboração das pautas! Então esta semana a gente além de comemorar três anos de Mamilos, eu celebro também um ano na família Mamilos! É muita comemoração junta! Ju, Cris, já lhes disse antes, e eu reitero: vocês me deram um dos melhores e maiores presentes da vida quando me convidaram pra ser parte deste projeto. O Mamilos não é só um podcast, o Mamilos é uma filosofia de vida, é um convite à tolerância, ao aprendizado diário e ao autoconhecimento. É uma honra e uma alegria ter vocês como chefas e, principalmente, como minhas amigas. Que venham trinta vezes três anos mais! E eu vou continuar fazendo parte desse projeto e vou continuar fazendo as piadinhas nos bastidores que vocês já se acostumaram. Um grande abraço da Tigra.

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Lu Machado: Oi Cris, oi Ju!
Então sem bolo e champanhe surpresa esse ano? Eu bem que tentei convencer o pessoal que um carro de som na porta dos estúdios B9 tocando parabéns e soltando fogos pra vocês seria legal, mas não gostaram muito da minha ideia! Meninas, parabéns pelos 3 anos de programa! E que venham muitos mais pela frente.
Agora a gente já espera vocês toda sexta com o café passado e o bolo na mesa para renovar as energias da semana e lembrar que ainda tem gente no mundo que tá disposta a fazer melhor. Desde os primeiros programas eu sentia uma vontade enorme de colaborar com vocês, mas eu não tinha o talento que a galera tem para fazer as artes maravilhosas dos programas nem a eficiência que os pauteiros tem para trazer informação de qualidade. Foi quando eu ouvi vocês pedindo ajuda para a transcrição. E eu achei que transformar um pedacinho do programa em texto era minha humilde retribuição por tudo o que eu estava aprendendo com vocês. Mas o que eu nem sonhava é que isso iria mudar a minha vida. Foi durante umas
férias de vocês que eu estava passando por uma fase meio complicada emocionalmente que eu resolvi me dedicar à transcrição ao invés de ficar chorando. Comecei a conferir todos os programas que tinham sido publicados, que não tinham sido publicados, que que estava faltando, quem tava devendo trecho, montei uma super força tarefa pra atualizar todas as transcrições para que quando vocês voltassem das férias os programas estivessem todos prontos.
E aí quando acaba as férias a Ju volta no programa dizendo: “Gente, eu preciso falar da transcrição porque uma ouvinte iluminada, a Lu, abraçou o projeto da transcrição de tal maneira que o negócio tá bombando; tem até grupo no WhatsApp e a galera tá pilhadaça transcrevendo todos os programas que estão pra trás que a gente já fez, tá assim coisa linda de ver.” Quase morri quando eu ouvi isso! E desde então esse nosso grupo cresceu, nós fundamos a Mamilândia, criamos nosso próprio vocabulário e fazemos da Mamilândia uma grande rede de apoio, um lugar de fazer valer tudo o que a gente aprendeu no Mamilos!
O Mamilos transforma por onde ele passa. Ele explode cabeças, ele borra as linhas da certeza, troca convicções por curiosidade. Então, meu muito obrigada por entrarem na minha vida e fazerem de mim uma pessoa melhor. Contem sempre com a gente para manter de pé esse presente semanal que vocês nos entregam! Mais uma vez, parabéns pelos três anos de jornalismo de peito aberto! Um beijo no coração de vocês.

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Caio: Quanta coisa boa de ouvir, né?
Quanto abraço em forma de palavras! Aqui então nós nos despedimos. Fica a gostosa sensação de fazer parte de um projeto tão maravilhoso! Até a semana que vem!
[Vinheta]

Ju: O Mamilos é o resultado do trabalho colaborativo de uma equipe apaixonada. Edição: Caio Corraini. Redes sociais: Guilherme Yano e equipe. Apoio à pauta: Jaqueline Costa e grande elenco. Transcrição dos programas: Lu Machado e Mamilândia.

[Vinheta: este podcast foi editado por Caio Corraini]

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