Streaming desenvolvido para celulares, Quibi vai ganhar suporte para a TV esta semana

Com recurso disponível por enquanto apenas para iOS, plataforma busca expandir a base de usuários depois de início "abaixo das expectativas" em meio à pandemia do coronavírus

por Pedro Strazza

Lançado há um mês para sistemas celulares, o Quibi vai começar a disponibilizar a partir desta terça (12) a compatibilidade do serviço com smarTVs. O recurso de espelhamento por enquanto só estará à mão dos usuários de iOS ao redor do globo, porém, com a companhia declarando que a versão para Android ainda deve demorar um pouco para ser lançada. A companhia também confirmou o lançamento de opções de compartilhamento de conteúdos nas redes sociais para as próximas semanas.

A ferramenta em si soa como anomalia a uma plataforma que desde o início vem se vendendo como focada para aparelhos móveis. Além do polêmico turnstyle que permite que os conteúdos sejam desfrutados em orientação vertical e horizontal nos celulares, o catálogo do Quibi hoje é composto inteiramente de produções curtas, com episódios de não mais que dez minutos de duração – o que em teoria é ideal para situações de pressa e não no conforto do sofá de casa num domingo a noite, por exemplo.

A questão é que a plataforma atualmente se encontra numa situação das mais vulneráveis no mercado, conforme sua estreia não apenas passou quase batida nas redes sociais como ficou muito abaixo das expectativas de público: embora a companhia alegue ter 1,3 milhões de usuários ativos, dados da SensorTower revelam que o Quibi foi baixado apenas por 2,9 milhões de usuários desde a estreia, um número pequeno comparado a uma concorrência que já registrou feitos como 10 milhões de contas em um único dia e bem abaixo da expectativa inicial de 7 milhões de usuários até o fim de 2020. A plataforma se encontra atualmente na 125° posição do ranking de mais baixados nos EUA, atrás de apps como o Duolingo e o Knock’em All.

Com um pepino tão grande a ser resolvido, a alta chefia do serviço acredita que o problema principal seja a pandemia. Enquanto em entrevista ao The New York Times o fundador Jeffrey Katzenberg literalmente atribui toda a culpa da má performance do app sobre o coronavírus e o isolamento social – que afinal impedem que a plataforma seja desfrutada durante viagens – a CEO Meg Whitman declara ao Deadline que os resultados iniciais “abaixo do esperado” serão resolvidos conforme a quarentena encerrar ao redor do globo e as populações voltarem à rotina de trabalho, além de esclarecer que a companhia conta com “amplos recursos” para se sustentar durante o atual momento de seca perante a crise.

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