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TikTok procurou Netflix para propor vendas das operações nos Estados Unidos

Negociações com a Microsoft variam entre acordos de US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões, enquanto isso

por Pedro Strazza

O TikTok esta semana entrou oficialmente na justiça com processo contra o decreto de Donald Trump que bane a rede social dos Estados Unidos, mas enquanto o drama no tribunal não anda a companhia segue em busca de acordos que garantam a subsistência do aplicativo no território estadunidense a tempo do prazo final de 12 de novembro. A mais recente tentativa? A Netflix.

A informação vem do Wall Street Journal, que relata que a rede social hoje possuída pela ByteDance contatou o serviço de streaming de Reed Hastings e Ted Sarandos para “medir seu interesse num negócio”. A companhia negou o convite, porém.

Essa tentativa do TikTok é peculiar não porque pela primeira envolve uma empresa de tecnologia que também produz conteúdo – ao contrário da Microsoft e do Twitter, por exemplo, que só providenciam serviços e plataformas – mas sim por conta da própria posição assumida pela Netflix em relação à rede social. Depois de passar os últimos três anos alegando que o “sono” era a principal competição do serviço, Hastings na última reunião com investidores citou o TikTok como adversário da empresa e classificou o crescimento rápido do aplicativo como uma amostra da “fluidez do entretenimento na internet”.

Um passo pra lá, dois passos pra cá

Em meio a essa “caça” por novos interessados, o TikTok segue negociando a venda com a Microsoft, que ganhou novos detalhes numa reportagem publicada nesta quarta (26) pelo The New York Times.

De acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, a situação é complexa porque ambas as empresas querem tirar o máximo das propostas colocadas na mesa, com a ByteDance interessada em ver seu negócio ser valorizado em mais 80 bilhões de dólares com a venda e a Microsoft com seu desejo de ver a rede social se tornar o maior cliente do seu serviço de nuvem, a Azure. Os preços variam bastante também, com as conversas indo de negócios de 20 bilhões de dólares a até 50 bilhões de dólares.

Mas a parte mais interessante é que a entrada da Microsoft nas negociações aconteceu muito antes da notícia do envolvimento, com a empresa desde julho estando em diálogo com a ByteDance sobre um possível investimento na rede social – que depois virou a compra do negócio com o decreto de Trump. A Oracle no momento seria a única outra parte interessada na aquisição do aplicativo, que apesar de estar na busca por possíveis compradores vem evitando conversas com o Facebook, o Google e a Amazon justamente por conta dos processos antitruste que vem encarando nos Estados Unidos atualmente.

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