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Imagem: NICHOLAS KAMM/AFP via Getty Images

Joe Biden impõe que carros elétricos representem metade das vendas nos EUA até 2030

Presidente também pede pela implementação de novos e adequados padrões de emissão de carbono no país até 2026

por Pedro Strazza

O presidente dos Estados Unidos Joe Biden assinou nesta quinta (5) uma nova ordem executiva que estabelece como meta para 2030 um aumento substancial do segmento de carros elétricos no país. Em até nove anos, os EUA devem ter pelo menos metade das vendas gerais de veículos dedicadas aos automóveis de tecnologia sustentável, seja os puramente elétricos ou híbridos.

Além da meta óbvia de reduzir as emissões de carbono do país – em alta graças a todas as ações da administração anterior – o documento assinado pelo presidente também estabelece a meta em ordem de ajudar o país a superar a indústria automobilística chinesa em ascensão e reforçar a produção nacional.

No departamento sustentável, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) estão previstas para colaborar em um plano que desfaça as ações do governo de Donald Trump para reforçar os padrões de emissões de carbono e eficácia de gasolina do país. Os novos ideais serão criados a partir do acordo recente firmado entre o estado da Califórnia e um grupo de fabricantes formado pela BMW, a Ford, a Honda, a Volvo e a Volkswagen e devem entrar em vigor até 2026.

Na prática, é um salto considerável e que tem apoio da indústria – de acordo com o Engadget, Ford, GM e Stellantis já declaram “compartilhar da inspiração” de Biden para cumprir com a meta. Nos últimos 3 anos, as vendas de carros elétricos somaram em torno de 2% do volume nacional e ainda há muito a ser feito pela implementação de infraestrutura relacionada aos veículos no território.

Não que o presidente esteja sozinho nessa tarefa, porém. A Honda e a Jaguar já anunciaram que pretendem ser inteiramente elétricas a partir de 2040 e 2025, respectivamente, enquanto a Ford busca vender apenas veículos da categoria na Europa até 2030.

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