McDonald’s lança campanha global pra Copa 2026 com Beckham, Ronaldinho e Yamal como fãs da marca
Criada pela Wieden+Kennedy New York, campanha global reúne craques como clientes da rede e traz copos colecionáveis como peça central
Os craques da campanha de Copa do McDonald’s não estão em campo. Estão na fila.
A ação global, da Wieden+Kennedy New York, reúne Beckham, Ronaldinho, Thierry Henry, Son Heung-min e Lamine Yamal, mais os ídolos dos países-sede: Pulisic nos EUA, Santiago Giménez no México, Alphonso Davies no Canadá. O filme é recheado de astros, mas nenhum deles aparece jogando. Aparecem comendo, pedindo, sendo cliente. A marca chama isso de “fan truth”: a ideia de que todo mundo, até um craque, é fã do Arcos Dourados.
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A peça que segura a campanha não nem o filme. É um copo. Ou melhor, nove deles. São modelos colecionáveis (um deles estrelado pelo Grimace, o mascote roxo), vendidos dentro de um World Cup Meal que estreia dia 4 de julho em mais de 100 mercados, com cardápio adaptado país a país. A marca não esconde a função da coisa: descreve os copos como gerador de tráfego de verão (lá no hemisfério norte).

A “fan truth” é mais esperta do que o rótulo sugere. O endosso de celebridade clássico funciona por aspiração, você compra porque o ídolo usa, e o ídolo está num pedestal que você olha de baixo. O McDonald’s inverte a posição. Põe o craque do seu lado, na mesma fila, fã da mesma batata. É a lógica que a rede já tinha testado no “Famous Orders”, a plataforma que transformou o pedido favorito de BTS e Travis Scott em campanha. Pra uma marca de consumo de massa, pertencimento rende mais que aspiração. Ela não precisa que você admire de longe. Precisa que você se sinta parte.
O craque vira rótulo. Pro público brasileiro, tem Ronaldinho na linha global de copos. Na falta de um jogador atual que seja unanimidade e referência, o nosso craque rolê aleatório continua o maior símbolo de talento e alegria que o futebol brasileiro exportou.
Morgan Flatley, CMO global da rede, resumiu a estratégia ao dizer que a campanha não quer chegar mais perto do estádio, e sim trazer o clima da Copa pra mais perto das pessoas.
↳ Traduzindo: o McDonald’s não vai pagar caro pra parecer futebol. Vai colocar um copo temático na mão de quem passa no drive-thru. O clima da Copa vira argumento de balcão.

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