B9+ Além do Feed A leitura de domingo · 19 jul 2026

Edição da semana

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Tudo à venda na final da Copa (o gerente ficou maluco!)

Além do Feed: a liquidação da Copa; os dois Pelés de IA; crise da Netflix; óculos da Meta no Braincast; O Convite de Olivia Wilde; e mais

Tudo à venda na final da Copa (o gerente ficou maluco!)
O anel de campeão da Copa: 2.026 unidades numeradas. 30 pra quem jogou e o restante pra vender.
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Além do Feed

Por Carlos Merigo · 19 jul 2026

O anel de campeão da Copa do Mundo 2026

O anel de campeão da Copa: 2.026 unidades, só 30 pra quem jogou (foto: FIFA).

Essa aqui chega no seu e-mail bem na manhã da final da Copa do Mundo 2026. E com uma imagem que não estava no roteiro de ninguém. Nova York passou os últimos dias coberta pela fumaça de incêndios florestais no Canadá e no meio-oeste americano, figurando entre as piores qualidades do ar do mundo, inclusive com avisos no aeroporto local recomendando limitar atividades ao ar livre. Climinha bom pra partida de futebol mais importante dos últimos quatro anos, né?

Pois é. Mas é justamente debaixo desse céu que o evento mais assistido do planeta acontece, e num estádio sem teto e com gramado criticado por diversos técnicos. A FIFA tinha a opção de Dallas, por exemplo, estádio com cobertura e climatizado. Preferiu o apelo de Nova York (tecnicamente, Nova Jersey) e uma hora a menos de fuso pro horário nobre europeu.

A decisão é questionável, mas combina com o espírito da coisa toda. Isso porque a palavra do dia é... vitrine. Quando Espanha e Argentina entrarem em campo, tudo o que cobri no B9 no último mês entra junto: a vaiada e memética pausa pra hidratação (com seus naming rights negociados), o baú da Louis Vuitton que desfila o troféu, o capitão campeão que recebe um anel de ouro ainda no gramado, o intervalo que estica pra caber Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS, a MLS que estreia sua campanha de herança dentro ainda da transmissão.

O baú da Louis Vuitton que desfila o troféu da Copa

O baú da Louis Vuitton que desfila o troféu hoje

Parece muito oba-oba? Pois saiba que, amanhã mesmo, não muito depois do apito final, o gramado começa a ser fatiado, encapsulado em acrílico e despachado para quem estiver disposto a desembolsar alguns milhares de dólares por uma lembrancinha da festa. A primeira Copa em solo americano desde 1994 não só acontece na América; termina jogando pelas regras comerciais dela, onde o momento da conquista é um produto com estoque e certificado de autenticidade.

A pergunta que organiza esta edição olha pra frente: quanto disso será que fica pra 2030, quando a Copa cruza o Atlântico rumo a Espanha, Portugal e Marrocos? Talvez menos do que a FIFA gostaria, claro, mas mais do que o futebol europeu tolera. A Copa hiper-comercial é um produto de exportação limitada. O circo será desmontado hoje à noite. O dono do circo, porém, sai ainda mais rico, com a reputação arranhada e consideravelmente mais americano.

Nessa edição

01  A liquidação da final (e a conta que o Brasil começou a cobrar das bets)

02  Os dois Pelés de IA

03  A trincheira do intangível: Fiat e Honda

04  A estreia gigante da Odisseia

05  Braincast e Cinemático da semana

06  O que mais passou pelo feed