Disney é responsável por 57% da arrecadação nas bilheterias do verão norte-americano

Além dos fracos desempenhos dos lançamentos rivais, estúdio já acumulou mais de um bilhão de dólares nos Estados Unidos só com “Vingadores: Ultimato” e “Aladdin”

por Pedro Strazza

Não tem passado despercebido a verdadeira ocupação que a Disney vem movimentando nas bilheterias desde os idos de março. Com a exceção talvez de “Dumbo” (que aos olhos do estúdio apenas “atendeu expectativas”), a empresa praticamente emendou um sucesso avassalador atrás do outro à partir de “Capitã Marvel”, especialmente agora que ligou as arrecadações monstruosas de “Vingadores: Ultimato”, “Aladdin” e o potencial estouro que deve se tornar “Toy Story 4” à partir de sua estreia neste fim de semana.

Essa situação não deve mudar nas próximas semanas. Além do alardeado relançamento de “Ultimato”, o estúdio tem para o que é conhecido como “verão norte-americano” o que são os dois maiores lançamentos do mês de julho, o “Homem-Aranha: Longe de Casa” que produz junto da Sony Pictures e o antecipado remake de “O Rei Leão”. Mas enquanto a promessa de que até o fim de agosto os cofres da Disney acumulem quantidades absurdas de dinheiro já está praticamente confirmada aos olhos dos analistas…

…isso não significa que os outros estúdios estejam se dando tão bem assim. De acordo com uma reportagem da revista Forbes, graças à imparável força da Disney nesta temporada, somado à recente aquisição da 21st Century Fox e o acúmulo de decepções e fracassos de bilheterias das rivais (que incluem o fraco desempenho de “Godzilla II” e “Homens de Preto – Internacional”), o estúdio no momento possui 57% da arrecadação total dos cinemas no verão estadunidense, sendo 52% só de “Ultimato” (que fez 832 milhões de dólares) e o novo “Aladdin” (266,4 milhões de dólares). Com os outros 5% pertencentes a “Fênix Negra” e “Tolkien”, produções da Fox que juntas fizeram pouco mais de 57 milhões, e você tem um montante total de 1,1566 BILHÃO de dólares gerados pelo estúdio desde meados de março.

Fora deste vasto e rico mundo Disney 2019, ficam sobrando cerca de 862,3 milhões de dólares que atualmente são ocupados basicamente por “John Wick 3: Parabellum” (cuja bilheteria até aqui foi de 148 milhões), “Detetive Pikachu” (140 milhões) e “Rocketman” – que apesar da ótima performance de 68 milhões de dólares pelo visto perdeu parte de seu potencial justo por conta de “Aladdin”, que chegou uma semana antes.

É um domínio dos mais agressivos, um gerado pela estratégia até aqui bem sucedida da Disney em preparar um lançamento explosivo para o Disney+ no segundo semestre (o qual deve contar com a maioria destas produções no catálogo bem antes do resto do mercado) e que só tende a piorar agora em julho com “Longe de Casa” e “Rei Leão”, dois potenciais candidatos a entrar pro bom e velho clube do bilhão. A única “resistência” plausível no mês seria o novo filme de Quentin Tarantino, “Era Uma Vez em Hollywood”, mas a esperança do longa estourar no nível de um “Vingadores” ou “Aladdin” é bastante próxima do zero – ou seja, pode esperar a notícia da Disney sendo dona de 60% da arrecadação total nas bilheterias estadunidenses no começo do segundo semestre.

A análise da Forbes, porém, prevê que este reinado não deve durar tanto assim. Ainda que o domínio do estúdio em 2019 esteja quase garantido (ainda mais com o segundo “Frozen” e o nono “Star Wars” chegando na reta final), 2020 promete a princípio um cenário mais equilibrado, não apenas porque a Disney não possui um volume tão grotesco de marcas no verão mas porque os nomes maiores pertencem às rivais, incluindo “Mulher-Maravilha 1984” da Warner Bros. e o segundo “Minions” da Universal Pictures. No mais, talvez seja uma boa esperar que o derivado de “Velozes e Furiosos” faça todo o dinheiro previsto no começo de agosto.

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