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Disney+ confirma preço de R$ 69,90 para aluguel de “Raya e o Último Dragão” em março

Mas você vai poder ver o filme sem custos na plataforma quase um mês depois

por Pedro Strazza

Nota atualizada para reforçar que estratégia de distribuição por enquanto vale para a América Latina.

A Disney enfim confirmou nesta sexta (5) o plano de lançamento de “Raya e o Último Dragão”, que passará por um formato de exibição simultânea no streaming e nos cinemas graças ao modelo de Premium Access que a companhia testou nos Estados Unidos no ano passado com “Mulan”. O estúdio mudou consideravelmente a estratégia, porém, mesmo que o preço de locação a princípio assuste (e muito): quem quiser assistir à nova animação pelo serviço na semana de estreia terá que desembolsar R$ 69,90 a mais pelo acesso.

Previsto para ser lançado nas telonas e telinhas no dia 5 de março, o filme ficará disponível para locação na Plus até 19 de março, podendo ser assistido quantas vezes quiser pelo usuário a partir do momento que ele é adquirido no Premium Access. A grande mudança da vez, porém, é o intervalo entre a disponibilização da locação dentro do streaming e o lançamento oficial no catálogo geral da Plus: quem não optar por gastar quase 70 reais no filme poderá assistir sem custos adicionais na plataforma a partir de 23 de abril, um mês depois do filme “sair de cartaz” no Premium Access. A estratégia aparentemente vale por enquanto apenas para a América Latina.

A decisão representa um abreviamento considerável da janela de exclusividade nos cinemas brasileiros (e do Premium Access), dado que “Mulan” foi lançado no formato em setembro e só apareceu de novo na Plus sem custos no começo de dezembro. Além de acontecer na esteira do desempenho pífio do remake em live-action da animação e do enorme sucesso de “Soul” (que foi lançado direto na plataforma em dezembro), a manobra de diminuir o intervalo entre a estreia nos cinemas e na Plus sem custos emula em parte a estratégia da Universal Pictures nos EUA, onde os filmes agora saem na locação um mês depois dos cinemas.

A diferença óbvia, porém, é que a Disney agora vai praticar o jogo do lançamento híbrido em escala global, dado que “Raya e o Último Dragão” marca a primeira ocasião em que o estúdio apela ao formato desde que o streaming foi disponibilizado em uma quantidade maior de países e continentes. Resta agora saber como vai ser o desempenho da animação – algo que pode ser determinante para a estreia de outras produções do estúdio este ano, em especial o “Viúva-Negra” tantas vezes adiados pela pandemia.

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