Um dia dentro do MIT Media Lab

Um dia dentro do MIT Media Lab

por Luiz Yassuda

Falei durante a semana passada sobre alguns eventos que acompanhei no Social Media Week de Nova Iorque, mas a parte mais especial da viagem, sem dúvidas, ficaria para a pacata Boston e o seu impressionante Media Lab dentro do Massachusetts Institute of Technology ou MIT.

É até difícil de escolher por onde começar a comentar.

Talvez pelo seu belo prédio, espaço ocupado pelos diversos grupos do Media Lab, e que dá uma dimensão da grandeza de um dos maiores e mais conceituados laboratórios de pesquisa em tecnologia do planeta. Aliás, o último andar reserva uma grande vista da cidade.

Mas é nas salas que a mágica acontece. Ao chegar, fui recebido por uma equipe que trabalha em um grupo bastante focado em projetos de mobilidade (Mobile Experience Laboratory). Minha guia pelo dia por lá, Zoe Schladow, assistente de pesquisa, me contou que eles têm um amor bem grande pelo Locast, um projeto de mobilidade e compartilhamento ou consumo de informações concebido para funcionar inclusive sem GPS, conexões 3G e afins.

Uma boa novidade sobre o projeto? Ele virou opensource. Portanto, com um pouco de trabalho (eles prometem melhorar a documentação em breve), este funcionamento low cost do Locast poderia ser integrado, por exemplo, aos recursos de API de um Foursquare. Aliás, o próprio Foursquare poderia usufruir um bocado disso em seus apps proprietários. Vale lembrar que o Locast começou a ser concebido quando Symbian era o sinônimo de smartphone…

O Locast hoje é utilizado, por exemplo, pela UNICEF no Rio de Janeiro. Em diversas comunidades carentes, os jovens podem relatar através do sistema os problemas de infraestrutura que enfrentam diariamente e, assim, apontar prioridades de trabalho por parte do estado.

Outros setores do Media Lab chamaram-me a atenção. Há um grupo de pesquisa focado no que eles chamam de Tangible Media, ou seja, como a experiência homem-tela se aplica ao mundo físico.

Outro grupo, High Low Tech, pesquisa tecnologia e interações que somente com tecnologias de custo acessível, melhorando a experiência de pessoas que não possuem grandes recursos. Um dos projetos, chamado de Opensource Consumer Electronics, como o nome já diz, trata de tornar acessível a fabricação e montagem de eletrodomésticos e eletrônicos. Como já disse neste blog anteriormente, não é o caso de que todas as pessoas vão começar a fabricar suas próprias TVs, celulares, equipamentos de automação e afins. O caso é que há uma indústria inteira que sentiria, para o bem ou para o mal, os efeitos da produção ser extremamente barateada.

Há, claro, muito mais para se falar. E, no meu caso, muito mais para se conhecer. Um dia apenas num universo desses não mostraria tampouco faria justiça sobre tudo o que acontece por lá.

Se você está interessado em conhecer mais sobre o Media Lab e seus projetos, separei uma lista de links abaixo. E saiba de outra coisa bacana: eles estão abertos ao público em horário comercial, ainda que não se possa entrar em qualquer sala ou que a simpática Zoe não seja a sua guia, mas sim um eficiente sistema de totens eletrônicos.

http://media.mit.edu/
http://mobile.mit.edu/
http://hlt.media.mit.edu/
http://tangible.media.mit.edu/
http://locast.mit.edu/

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