Criatividade 16 jul 2026

Samsung dá ao Homem-Aranha um celular que ele não consegue quebrar

Dirigido por Kasra Farahani, de “Loki”, comercial mistura cenas de “Spider-Man: Um Novo Dia” com história original e antecipa o Galaxy Unpacked de 22 de julho. Jacob Batalon, o Ned Leeds, é o novo embaixador da marca.

Samsung dá ao Homem-Aranha um celular que ele não consegue quebrar

Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas é esperado que o Homem-Aranha destrua celulares por ofício, certo? Cai de prédio, leva soco de vilão, esmaga o bolso na aterrissagem. A Samsung olhou pra esse histórico e viu o garoto-propaganda perfeito. A marca acaba de lançar com a Sony Pictures um comercial de dois minutos em que o herói finalmente ganha um aparelho que aguenta a rotina dele: um dobrável da linha Galaxy Z.

A história se passa dentro do universo de Homem-Aranha: Um Novo Dia, que estreia em 31 de julho, misturando cenas do longa com uma trama original. No apartamento de Peter Parker, o Fabricator — elemento da própria ficção — desenvolve os dispositivos que acompanham o herói.

Ned Leeds, vivido por Jacob Batalon, rastreia o amigo pelo Spidey Tracker. Batalon também assume o posto de novo embaixador da Samsung. A direção é de Kasra Farahani, production designer indicado ao Emmy por Loki e veterano do Quarteto Fantástico, ou seja, prata da casa Marvel.

Tom Holland não aparece, o que deixa o comercial com um falatório expositivo da máquina de fabricação, certamente uma exigência do cliente para destacar (ainda mais) os atributos do produto.

O filme fecha com a assinatura "A brand new shape for a Brand New Day" e é o teaser de uma história maior: o Galaxy Unpacked, em 22 de julho, onde a nova geração de dobráveis da marca deve aparecer.

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Por que importa: Desde 2019, a objeção número um da categoria dobrável é uma só: a fragilidade. A dobradiça, o vinco, a tela que não aguenta. A Samsung respondeu escalando o pior usuário do planeta, um cara cuja vida é um teste de queda contínuo. "Um celular que o Homem-Aranha não quebra" resolve, dentro da ficção, a dúvida que o consumidor tem na loja.

Tem ainda o movimento de fundo, que começa a virar padrão. Semanas atrás, a Chevrolet produziu um curta dentro do universo de Brasil 70, com a equipe da própria série da Netflix. Agora a Samsung contrata um diretor de arte da Marvel, ambienta o comercial no apartamento canônico do Peter e usa um elemento da ficção como fabricante do produto. O anunciante parou de pagar pra aparecer na história e passou a escrever a história, com a diferença de que, aqui, o produto vira canon: no filme de 31 de julho, o celular do Homem-Aranha é um Samsung porque um comercial estabeleceu como.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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