Boticário

Pesquisa mostra quais são as 10 marcas mais lembradas pela diversidade em propagandas

O Boticário lidera ranking de marcas lembradas pela diversidade, mas 72% do público ainda não acredita na autenticidade das propagandas sobre o tema

por Soraia Alves

A primeira edição da pesquisa Oldiversity, realizada pela Croma, investigou como as marcas estão lidando com os temas longevidade e diversidade de orientação sexual, gênero, raça e pessoas com deficiência. O resultado da pesquisa revelou que 47% dos entrevistados não tem lembrança de fatos ou conteúdos relevantes capazes de conectar marcas a causas ou questões humanas.

O estudo ouviu mais de 1,874 pessoas em todo o Brasil, e também mapeou as 10 marcas que estão na contramão deste dado e são as mais lembradas pelo tema diversidade.

De acordo com o levantamento, no topo da lista aparece O Boticário com (25%), seguida pela Samsung  e Natura (ambas com 10%). O ranking completo ficou assim:

    1. O Boticário (25%)
    2. Samsung (10%)
    3. Natura (10%)
    4. Avon (8%)
    5. Globo (4%)
    6. Coca-Cola (4%)
    7. Dove (2%)
    8. Itaú (2%)
    9. Renner (1%)
    10. Skol (1%).

As marcas relacionadas aos segmentos de Beleza e Cosméticos são as que trafegam melhor com a diversidade, seguido do setor de Alimentos e Bebidas. Segundo Edmar Bulla, CEO da Croma Solutions, “no Brasil, o uso do tema da diversidade como estratégia para propaganda ainda é novo, mas em outros países, a publicidade friendly já é uma realidade e nos últimos anos marcas mais tradicionais, como Tiffany’s e Hallmark Cards, usaram em sua comunicação a celebração da diversidade sexual”, explica.

No estudo, 53% do público afirmou não consumir marcas com comportamentos preconceituosos. Percebe-se que, mesmo com muitas marcas já discutindo o tema e até mesmo implantando políticas internas nesse sentido, o número ainda é baixo nas comunicações.

A falta de identificação e baixa associação de marcas somadas ao despreparo de grandes setores ao lidar com a diversidade, também contribuem para um sentimento geral de descrença, uma vez que 72% não acreditam na autenticidade das marcas quando falam sobre o tema.

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