Google escolheu voz feminina para Google Assistente porque “era mais fácil”

De acordo com gerente de produtos da empresa, tecnologia da época beneficiava uso de voz feminina

por Matheus Fiore

Em maio deste ano, foi divulgado um estudo apontando que o uso de vozes femininas em assistentes domésticas como a Alexa reafirma estereótipos de gênero danosos. É uma informação preocupante se considerar que atualmente, pelo menos um a cada três consumidores americanos possui um smart speaker como a própria Alexa ou o Google Home em seu lar – isso sem falar, claro, nos assistentes utilizados em smartphones.

O Google, por sua vez, já admitiu que, no passado, tinha a intenção de usar uma voz masculina em seu software, o Google Assistante, mas mudou de ideia porque, aparentemente, vozes femininas eram mais fáceis de se trabalhar com a tecnologia existente na época.

Em uma conversa com o Business Insider, o gerente de produto do Google, Brant Ward, afirmou que “Na época, a ideia que tínhamos era a de que a tecnologia funcionava melhor em uma voz feminina. O sistema TTS (texto-para-fala) ecoava bastante em seus primeiros dias, e acabou que o sistema ficava com voz mais afinada em vozes femininas.”

Pelo fato de a maioria dos smart speakers terem a voz feminina como a padrão, pessoas ao redor do mundo vem pensando em alternativas para resolver o problema. No começo do ano, um grupo de linguistas, especialistas em tecnologia e designers de som criaram o Q, o primeiro smart speaker com voz neutra, que é uma esperança para contribuir para o fim da perpetuação dos estereótipos de gênero pela tecnologia.

Apesar de ter escolhido a voz feminina por ser o caminho mais fácil, o Google hoje possui alternativas. Nos Estados Unidos, seu assistente oferece 11 tipos diferentes de vozes com opções femininas e masculinas.

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