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Trezentos mil tuítes relacionados às eleições dos EUA foram marcados como desinformação, confirma Twitter

Montante é equivalente a 0,2% do total de publicações relacionadas ao processo eleitoral deste ano, com 456 tuítes dentro do pacote tomando restrições mais severas

por Pedro Strazza

Já faz quase uma semana que a apuração projetou Joe Biden como próximo presidente dos Estados Unidos e, agora que o clima enfim começa a amenizar em todas as frentes, o Twitter enfim divulgou algumas informações sobre sua atuação no controle da desinformação relacionada às eleições do país este ano nesta sexta (13).

No blog oficial da empresa, a rede social divulgou que entre os últimos dias 27 de outubro e 11 de novembro cerca de 300 mil tuítes relacionados ao evento foram marcados como “questionáveis ou potencialmente enganadores”. Além do número representar um valor percentual aproximado de 0,2% de todas as publicações feitas comentando o processo eleitoral norte-americano, um grupo de 456 tuítes dentro deste montante tomou marcações ainda mais agressivas da plataforma, tendo o conteúdo ocultado e as funções de compartilhamento e curtidas desabilitadas – alguns vários pertencem ao atual presidente Donald Trump, é bom lembrar.

Os dados mais interessantes estão na parte de como as decisões de limitação do alcance afetam o desempenho destes tuítes, porém. De acordo com o Twitter, 74% do público atingido por estas publicações teve acesso a estes depois que eles foram marcados como desinformação, enquanto o compartilhamento dos mesmos caiu 29% depois desta identificação.

O Twitter também anunciou que deve manter por enquanto a preferência por retuítes comentados na plataforma depois de perceber o potencial da ferramenta para conter desinformação, mas deve reverter outras medidas para combater mentiras durante o período eleitoral estadunidense. Entre as manobras está a reposição das recomendações de tuítes e o fim da obrigatoriedade de contexto às tendências da página de recomendações.

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