Social Media 13 nov 2020

Trezentos mil tuítes relacionados às eleições dos EUA foram marcados como desinformação, confirma Twitter

Montante é equivalente a 0,2% do total de publicações relacionadas ao processo eleitoral deste ano, com 456 tuítes dentro do pacote tomando restrições mais severas

Trezentos mil tuítes relacionados às eleições dos EUA foram marcados como desinformação, confirma Twitter
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Já faz quase uma semana que a apuração projetou Joe Biden como próximo presidente dos Estados Unidos e, agora que o clima enfim começa a amenizar em todas as frentes, o Twitter enfim divulgou algumas informações sobre sua atuação no controle da desinformação relacionada às eleições do país este ano nesta sexta (13).

No blog oficial da empresa, a rede social divulgou que entre os últimos dias 27 de outubro e 11 de novembro cerca de 300 mil tuítes relacionados ao evento foram marcados como "questionáveis ou potencialmente enganadores". Além do número representar um valor percentual aproximado de 0,2% de todas as publicações feitas comentando o processo eleitoral norte-americano, um grupo de 456 tuítes dentro deste montante tomou marcações ainda mais agressivas da plataforma, tendo o conteúdo ocultado e as funções de compartilhamento e curtidas desabilitadas - alguns vários pertencem ao atual presidente Donald Trump, é bom lembrar.

Os dados mais interessantes estão na parte de como as decisões de limitação do alcance afetam o desempenho destes tuítes, porém. De acordo com o Twitter, 74% do público atingido por estas publicações teve acesso a estes depois que eles foram marcados como desinformação, enquanto o compartilhamento dos mesmos caiu 29% depois desta identificação.

O Twitter também anunciou que deve manter por enquanto a preferência por retuítes comentados na plataforma depois de perceber o potencial da ferramenta para conter desinformação, mas deve reverter outras medidas para combater mentiras durante o período eleitoral estadunidense. Entre as manobras está a reposição das recomendações de tuítes e o fim da obrigatoriedade de contexto às tendências da página de recomendações.

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Pedro Strazza

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