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Relatório mostra que quase 70% do público na América Latina assinou uma plataforma de streaming em 2020

Um terço de todos os entrevistados agora tem duas assinaturas distintas

por Soraia Alves

O estudo “Mercado, Consumo e Diversidade em Serviços de Streaming de Vídeo na América Latina”, publicado pela Sherlock Communications, mostra um recorte sobre o mercado de plataformas de streaming na América Latina em 2020. Segundo o relatório, mesmo com o impacto da pandemia de Covid-19 nas economias da região, o mercado de streaming continua crescendo, especialmente beneficiado pelas regras de isolamento social para o controle do contágio da doença.

Em uma pesquisa feita em parceira com a Toluna nas seis maiores economias da região – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru – mais de 92% dos entrevistados disseram que assinaram uma plataforma de streaming desde 2019. Desse total, 70% tendo assinou pelo menos uma plataforma em 2020. Um terço de todos os entrevistados agora tem duas assinaturas distintas, enquanto no México e no Peru, cerca de 22% dos entrevistados disseram que assinam pelo menos quatro plataformas. Cerca de 83% dos peruanos também disseram que 2020 foi o ano em que assinaram seu primeiro serviço de vídeo sob demanda.

Em março, a consultoria Digital TV Research estimou que as assinaturas de serviços de streaming na América Latina aumentariam de 42 milhões no final de 2019 para 81 milhões em 2025. Em setembro, essa projeção foi revisada para 100,3 milhões no mesmo período de cinco anos. “Todos sabiam que os serviços de streaming são populares na América Latina, mas acho que ninguém percebeu o quão populares nem a rapidez com que estão crescendo”, disse Patrick O’Neill, cofundador da Sherlock Communications. “Estamos falando de apenas 7% dos entrevistados que não assinam nenhuma plataforma de streaming, então a grande questão é para onde vai a indústria a partir daqui”, conclui.

O relatório também sugere várias maneiras pelas quais as plataformas podem obter vantagens. Além de oferecer filmes recém-lançados em um momento em que as salas de cinema estão quase fechadas, a presença de conteúdo exclusivo é citada como o principal motivo para a escolha de um serviço de vídeo sob demanda na América Latina. No México, 39% começaram assinaturas para acessar conteúdo que estava disponível apenas na plataforma escolhida. No Brasil, esse número é de 37%.

Os programas são a principal atração para quase metade dos consumidores latino-americanos: mais de 40% dos entrevistados afirmaram que a presença de seu (s) “programa (s) favorito (s)” é um motivo relevante para a escolha de um determinado serviço. No México, 34% também citaram programas antigos, enquanto 38% dos peruanos destacaram programas em língua estrangeira. Um terço de todos os entrevistados destacou o apelo de novas séries de alta qualidade em seu idioma nativo.

O desejo dos latino-americanos por conteúdo produzido em sua região é digno de atenção. Para colombianos e peruanos em particular, este é um dos principais motivos para assinar um serviço. “A preocupação não é com a qualidade dos programas, mas sim com tantas opções já disponíveis e novos concorrentes se preparando para pousar na América Latina, o oceano de conteúdo disponível pode gerar ‘cansaço de decisão’ nos usuários”, acrescentou O’Neill.

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