Criatividade 4 dez 2025

Pantone escolhe Cloud Dancer como Cor do Ano de 2026: um “quase branco” que simboliza recomeço e antídoto ao excesso

Tonalidade surge como resposta ao cansaço tecnológico e à busca por simplicidade estética

Pantone escolhe Cloud Dancer como Cor do Ano de 2026: um “quase branco” que simboliza recomeço e antídoto ao excesso
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A Pantone escolheu um branco. Não um branco qualquer, mas o PANTONE 11-4201 Cloud Dancer. Um tom com equilíbrio entre subtons quentes e frios que, segundo o instituto, representa "influência calmante numa sociedade que redescobre o valor da reflexão silenciosa".

A escolha para 2026 contrasta com as cores dos últimos anos: Mocha Mousse (marrom aconchegante) em 2025 e Peach Fuzz (pêssego sereno) em 2024. Desta vez, a aposta é numa espécie de reset visual.

Por que este branco específico: A equipe da Pantone faz questão de diferenciar Cloud Dancer de um branco ótico brilhante. "Se tivéssemos escolhido um branco mais brilhante, tiraria a sensação natural, a honestidade e autenticidade que estamos buscando", explicou Laurie Pressman, vice-presidente do instituto, à CNN. "Quase falaria de esterilidade e isolamento, porque é frio."

A inspiração veio dos tons cinza-esbranquiçados de uma pena, daí o nome que evoca nuvens e movimento. O instituto descreve a cor como "uma tela em branco que significa nosso desejo por um recomeço".

O contexto cultural: A Pantone conecta a escolha ao momento de saturação tecnológica e excesso de estímulos. "A cacofonia que nos cerca tornou-se avassaladora, dificultando ouvir as vozes do nosso eu interior", disse Leatrice Eiseman, diretora executiva do instituto. Cloud Dancer seria uma "declaração consciente de simplificação".

No mundo da moda, os sinais já apareceram: penas no Met Gala (incluindo o vestido branco de Diana Ross com cauda de 5 metros), silhuetas volumosas como o vestido de Emma Stone em Veneza, e os looks brancos fluidos de Rosalía na divulgação do álbum "Lux".

As colaborações: Como em todo ano, a cor vem acompanhada de parcerias comerciais já prontas:

  • Joybird: Móveis com tecidos táteis na cor
  • Mandarin Oriental: 10 hotéis com experiências temáticas, de chás da tarde a tratamentos de spa e "caixas de correio Cloud Dancer para cartas ao Papai Noel"
  • Play-Doh: Massinha branca comemorando 70 anos da marca, porque "às vezes a melhor brincadeira começa com uma tela em branco"

Também há canecas (US$ 35), cadernos (US$ 20) e pins (US$ 12) para quem quiser carregar a cor do ano no bolso.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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