Disney confirma que filmes do Homem-Aranha serão as únicas produções do Marvel Studios a ficar de fora do Disney+

Apesar de boas relações com a Sony Pictures, companhia declara que no momento não tem planos de disponibilizar os filmes do herói aracnídeo no serviço de streaming

por Pedro Strazza

O Disney+ enfim está sendo lançado nos Estados Unidos no dia de hoje, 12 de novembro, e enquanto os usuários sofrem com instabilidades esperadas do servidor e descobrem exatamente o que a plataforma oferece dentro do cenário de guerra do mercado, a Disney começa a dar mais detalhes sobre os acordos de licenciamento que conseguiu e não conseguiu para o serviço.

O capítulo da vez é o Homem-Aranha, que depois de todo um rolo que quase tirou o personagem do controle do Marvel Studios agora deve ser a única franquia do estúdio (e de seu universo cinematográfico) a não entrar no catálogo da Plus em região nenhuma. Pois é: apesar do sucesso, tanto “De Volta ao Lar” quanto “Longe de Casa” ainda são de propriedade da Sony Pictures, que pelo visto não conseguiu chegar a um acordo com a Disney para permitir que ambos os filmes sejam lançados no serviço.

A informação vem do chefe de conteúdo e marketing da plataforma Ricky Strauss, que ao The Verge declara que a companhia “não tem quaisquer planos de ter os filmes live-action do Homem-Aranha no Disney+” ainda que as relações com a Sony estejam indo muito bem, obrigado. O executivo, porém, não exclui a possibilidade de que novas negociações aconteçam no futuro para trazer os filmes ao serviço, além de voltar a confirmar que todas as séries animadas do personagem estão previstas para entrar no catálogo.

A notícia chega como um balde de água fria especialmente porque nas últimas semanas a Disney claramente se esforçou ao máximo para garantir que o máximo de produções do Marvel Studios estivessem disponíveis no lançamento da Plus nos EUA. Depois de anunciar em uma gigantesca thread de Twitter em meados de outubro que apenas sete títulos do estúdio estariam presentes no debute da plataforma, a companhia na última semana garantiu que “Vingadores: Ultimato” e (depois) a imensa maioria dos filmes do MCU estariam disponíveis no serviço a partir deste dia 12.

Apesar destes esforços, pelo menos nos EUA o Disney+ ainda não possui o catálogo inteiro do Marvel Studios. Além dos Homem-Aranha, quatro filmes do estúdio – “Thor: Ragnarok”, “Pantera Negra”, “Homem-Formiga e a Vespa” e “Vingadores: Guerra Infinita” – ficaram de fora destes anúncios de última hora por ainda estarem ligados ao contrato antigo da companhia com a Netflix, que até o fim deste ano tem exclusividade sobre os direitos de distribuição destes projetos (e “Star Wars: Os Últimos Jedi”) no streaming dentro do território estadunidense.

A situação, porém, é o menor dos problemas do Disney+ no momento. Graças ao lançamento inicial reduzido aos EUA e alguns outros países, a Disney deve sofrer com a pirataria dos conteúdos originais da plataforma nestas primeiras semanas nas regiões do globo onde o serviço ainda não está disponível, até porque a companhia não costurou (ou não soube aproveitar) acordos temporários de distribuição com terceiros para permitir que as séries e filmes originais da Plus fossem exibidas nestes países enquanto o serviço não chega – como o negócio com o Prime Video no Brasil, que só vale para filmes e séries já lançados.

O plano de expansão, aliás, continua o mesmo: depois de sair em vários países da Europa no próximo mês de março, o Disney+ é previsto para chegar ao Brasil apenas em novembro de 2020.

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