Cultura 6 out 2021

Biblioteca Pública de Nova York vai parar de cobrar multas por atrasos na devolução de livros e materiais

Multas pendentes no departamento também serão canceladas para permitir que membros de comunidades mais vulneráveis tenham acesso ao acervo

Biblioteca Pública de Nova York vai parar de cobrar multas por atrasos na devolução de livros e materiais
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A Biblioteca Pública de Nova York vai parar de cobrar multas por atrasos na devolução de livros e materiais de seu acervo. A informação foi divulgada na última terça-feira (5) pela prefeitura da cidade e visa sobretudo acessibilidade: de acordo com os responsáveis pela entidade, a cobrança de multas não trazia contribuições à receita pública e barrava indiretamente o acesso de comunidades marginalizadas.

No anúncio à imprensa, o prefeito Bill de Blasio chegou a verbalizar que "Eliminar multas nos permitirá servir ainda mais nova-iorquinos, permitindo a eles aproveitar os recursos e programas que bibliotecas públicas oferecem para crescer e se tornar bem sucedido". Já no site oficial da entidade, o presidente Tony Marx escreve que pesquisas comprovaram aos olhos da NYPL como multas por atraso na devolução não garantem uma maior eficiência na responsabilidade dos frequentadores, mas afastam a parcela do público mais vulnerável por questões econômicas.

"Esta é a antítese de nossa missão de tornar o conhecimento e oportunidade acessíveis a todos, e precisava mudar" comenta ainda Marx; "Conforme Nova York luta contra desigualdades reforçadas pela pandemia, é mais do que urgente que nós tenhamos que garantir que a biblioteca pública seja aberta e disponível a todos".

Ainda de acordo com a Biblioteca Pública, o público ainda terá que pagar multas em caso de perda e extravio de livros e materiais emprestados, o que pode acontecer caso se demore mais de um mês para retornar o empréstimo - o que é interessante pois, nas novas regras, se ele voltar a multa desaparece.

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Enquanto o anúncio acompanha a reabertura recente da biblioteca, ocorrida no último mês de julho, e vale também para as divisões em Manhattan, no Bronx, em Staten Island e no Queens, ele integra a NYPL a manobras tomadas nos últimos anos por órgãos correspondentes em cidades como São Francisco, Chicago e Filadélfia - mas considerando que a Biblioteca Pública de Nova York é a quarta maior do planeta, a adesão é muito mais significativa. Isso se repara também nos números: de acordo com a CBS, mais da metade dos quatrocentos mil habitantes de habitantes da cidade que são membros da entidade e tiveram seu cartão bloqueado por dever mais de 15 dólares em multas vivem em comunidades marginalizadas na região.

Aberto a membros do B9. Crie sua conta grátis para participar.

Pedro Strazza

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