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TikTok forma conselho de especialistas para remodelar políticas de conteúdo

Comitê deve pensar em novas diretrizes do que pode e não pode ser publicado na plataforma frente os desafios atuais e futuros do mundo digital

por Pedro Strazza

Além dos vídeos de conscientização do coronavírus, os tempos no TikTok são de crise na política de conteúdo. Só nos últimos meses a rede social da ByteDance foi acusada de censurar conteúdos de criadores queer, gordos e com deficiência e restringir o alcance de publicações de pessoas pobres ou feias, além de (mais grave) buscar ocultar um suicídio transmitido ao vivo na plataforma antes de contatar as autoridades. A companhia, claro, já vem estruturando medidas para equilibrar a balança no tópico.

Isso inclui a formação de um novo comitê de especialista de fora para ajudar a bolar novas políticas de conteúdo e moderação. Anunciado nesta quarta (18) no blog oficial do aplicativo, o conselho intitulado oficialmente TikTok Content Advisory Council é parte de uma iniciativa que a rede social anunciou em outubro do ano passado e que inclui ainda comitivas dedicadas a tópicos como segurança do público infantil, discursos de ódio, bullying, desinformação e outros problemas do tipo.

O comitê é presidido por Dawn Nunziato, professora da faculdade de direito da Universidade George Washington e co-diretora do Global Internet Freedom Project, e conta ainda com os membros Rob Atkinson (Information Technology and Innovation Foundation), Hany Farid (faculdade de engenharia elétrica e computação da Universidade da Califórnia), Mary Anne Franks (faculdade de direito da Universidade de Miami), Vicki Harrison (Centro Psiquiátrico de Stanford), David Ryan Polgar (All Tech Is Human) e Dan Schnur (Universidade do Sul da Califórnia).

Segundo a empresa no anúncio, o comitê ajudará a plataforma a “desenvolver políticas progressistas que não apenas lidam com os desafios de hoje, mas também pensam os desafios que a nossa indústria deve lidar no futuro” junto a líderes norte-americanos. Tópicos como desinformação e interferência nas eleições estão previstas no debate.

O conselho é formado num momento crítico do TikTok nos EUA, onde o aplicativo passa por uma avaliação do governo federal e o departamento de segurança nacional considera bloquear a plataforma no país. Ele também não é a única medida da empresa, que recentemente atualizou as políticas da comunidade e abriu uma central de transparência para permitir que especialistas tenham acesso a seu código-fonte e às estratégias de privacidade, segurança e conteúdo no app.

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