Amazon começa a usar inteligência artificial para promover distanciamento social nos depósitos

Ferramenta conta com código aberto para ajudar outras empresas e chega meses depois da companhia ser acusada de não garantir a segurança dos funcionários na pandemia

por Pedro Strazza

Depois de passar por todo tipo de acusação envolvendo falta de cuidado com seus funcionários durante a pandemia do coronavírus, a Amazon revelou nesta terça (16) uma nova inteligência artificial que vai começar a usar nos seus depósitos para garantir que os trabalhadores estejam seguros de qualquer contaminação da doença.

O recurso, intitulado “Distance Assistant”, é tão simples quanto se imagina, usando de sensores de profundidade, uma câmera habilitada com a tecnologia e monitores para ajudar o corpo de funcionários a se manter corretamente afastados um dos outros. É como um radar: a tecnologia identifica com círculos verdes a área de distância mínima de cada indivíduo e, quando esta área é rompida por outro, notifica na tela colorindo a circunferência de vermelho.

De acordo com a Amazon, os aparelhos foram desenvolvidos para ser de rápida instalação e uso fácil dentro dos armazéns, que começarão a receber a tecnologia a partir desta semana depois que a companhia realizou diversos testes em alguns conjuntos específicos. A empresa também confirmou que a IA será de código aberto, de maneira a permitir que outros negócios repliquem rapidamente o sistema para usá-lo em seus respectivos ambientes de trabalhos.

Enquanto a Amazon promete que esta é a primeira de uma série de ações para reforçar a segurança e a saúde dos funcionários, o uso da tecnologia desperta novas preocupações entre especialistas de privacidade por providenciar um nível ainda maior de vigilância no espaço de trabalho – especialmente por conta da companhia já ter gerado todo tipo de crise trabalhista no passado recente. É bom lembrar que a empresa de Jeff Bezos já apelou a medidas como “pulseiras de localização” para manter um monitoramento dos trabalhadores nos armazéns, então não é lá tão difícil entender o receio dela começar a introduzir tecnologia de rastreamento em seus corredores.

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