Uber compra naming rights de clube que já tinha "Uber" no nome há 100 anos
O UberLÂNDIA E.C. existe desde 1922. A Uber, desde 2009. A parceria, segundo a marca, tem mais de 100 anos de atraso.

Uber acaba de assinar o naming right mais fácil de justificar da história do patrocínio esportivo: o Uberlândia Esporte Clube, time mineiro fundado em 1922, já carregava "Uber" no nome décadas antes da empresa existir. A partir deste sábado, o clube estreia no Campeonato Brasileiro Série D (!) com a grafia oficial UberLÂNDIA E.C. — e uma camisa retrô em edição limitada para marcar a ocasião. A estratégia criativa é da Wieden+Kennedy SP.
Por que importa: Naming rights são, em geral, uma equação fria: dinheiro por visibilidade, nome de empresa onde havia nome de estádio, clube, estação de metrô.... Mas desde que a Mondelēz inaugurou a categoria naming rights com trocadilho, o negócio tomou rumos inesperáveis. Aqui, mais uma vez, é piada com contrato assinado. Porém, pode-se levar em consideração que Uber vem ampliando sua presença no futebol brasileiro (CBF, seleções masculina e feminina, base), e o Uberlândia funciona como peça criativa dentro de uma estratégia maior — e a mais barata delas, provavelmente.

O que muda — e o que não muda: A identidade e razão social do clube são mantidas. O que muda é a grafia oficial: UberLÂNDIA, com as letras da marca em caixa alta. O clube ganha visibilidade, patrocínio e uma camisa retrô com o número 84 nas costas, referência ao título da Taça de Prata naquele ano, com 100% da renda revertida ao departamento de futebol.
↳ Estratégia maior: O Uberlândia é Série D — não é Flamengo, não é Corinthians. A Uber não está aqui pelo alcance do clube. Está pela narrativa, que tem alcance próprio. É uma peça de PR com estrutura de patrocínio, e isso é uma jogada inteligente de verba.
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