Negócios 22 jan 2025

Economia do Escapismo: brasileiros são os que mais querem "fugir da própria mente", revela estudo global da McCann

Pesquisa mapeia como o escapismo virou negócio de US$ 10 trilhões e mostra que brasileiros lideram busca por distrações nas redes sociais

Economia do Escapismo: brasileiros são os que mais querem "fugir da própria mente", revela estudo global da McCann
Truth About Escapism - Regional Charts (CAPA)

A necessidade de escapar da realidade nunca foi tão lucrativa: um novo estudo global da McCann Worldgroup revela que a "Economia do Escapismo" já movimenta US$ 10 trilhões e deve chegar a US$ 13,9 trilhões em 2028, transformando desde viagens até scrollar no TikTok em produtos comercializáveis.

🎯 Por que importa: Em um mundo cada vez mais ansioso, 86% das pessoas globalmente (e 90% dos brasileiros) acreditam que distrações podem ser uma forma saudável de lidar com o estresse do dia a dia.

🌎 No mundo: A forma de escapar varia por região:

  • EUA: fogem do "estado do mundo"
  • França: desconectam das "notícias"
  • China: escapam dos "pais e parentes mais velhos"
  • Índia: afastam-se das "redes sociais"

🇧🇷 No Brasil:

  • 42,9% tentam fugir "da própria mente" (maior índice)
  • 50,4% usam "scroll infinito" como escape (vs. games no resto do mundo)
  • 82% preferem relaxar em casa a sair
  • Filmes são o entretenimento preferido (27% vs. 18% global)

📱 Geração Z: O estudo mostra que os mais jovens são os que mais sofrem:

  • 49% tentam escapar da própria mente
  • 59% usam scroll infinito como fuga
  • São os que mais enfrentam pressão social

🛎️ Novas fronteiras: O estudo identifica tendências emergentes:

  • "Turismo do sono": experiências luxuosas focadas em descanso
  • "Day guesting": retiros rápidos em hotéis e spas
  • "Reinvenção psicodélica": uso de psicodélicos para crescimento pessoal
  • Escapismo através de cosplay e fantasia para gerações mais jovens

💰 Como se divide o mercado:

  • Viagens e turismo: US$ 3,2 trilhões
  • Álcool: US$ 1,8 trilhão
  • Bens de luxo: US$ 460 bilhões
  • Cassinos: US$ 372 bilhões
  • Saúde e bem-estar: US$ 220 bilhões
  • Games: US$ 106 bilhões
  • Parques temáticos: US$ 50 bilhões
  • Beleza: US$ 66 bilhões

🎯 Para as marcas: "Se seu público não está escapando com você, está escapando com outra marca", alerta o estudo, que mostra que 44% dos consumidores querem que as marcas entendam suas frustrações e 56% desejam que elas forneçam sonhos.

“Escape costumava ser apenas um destino, mas o estudo mostra como o desejo de escapismo se torna cada vez mais um estado de espírito. No Brasil, essa constante necessidade de escape reflete o contexto sociocultural em que vivemos. As pessoas mencionam querer fugir ‘da própria mente’, o que reforça dados de pesquisas, como a da OMS, que apontam os brasileiros como os mais ansiosos do mundo. Quando dizem preferir ‘relaxar em casa a sair’, isso evidencia como o entretenimento em casa tem se consolidado como uma forma de escapismo diário”, afirma Agatha Kim, CSO da WMcCANN.

O que vem por aí: O escapismo deixou de ser apenas um destino (como férias anuais) e virou um "modo" constante de vida, criando oportunidades para marcas de todos os setores - de tecnologia a alimentos.

O estudo completo Truth About Escapism pode ser acessado no PDF.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

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