Social Media 21 ago 2020

Facebook considera uso de "circuit breaker" no combate à desinformação

Ideia do dispositivo é impedir que algoritmo amplie alcance de publicações específicas enquanto sob avaliação de moderadores da plataforma

Facebook considera uso de "circuit breaker" no combate à desinformação
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Com as eleições presidenciais dos Estados Unidos se aproximando a passos rápidos, o Facebook busca aumentar suas opções na hora de controlar a desinformação dentro da plataforma - e o próximo recurso em mente é dos mais drásticos. De acordo com o The Interface, a companhia estaria considerando implementar um "circuit breaker de viralização" para diminuir drasticamente o compartilhamento de determinados conteúdos quando sob avaliação dos moderadores.

"Circuit breaker" no caso é uma ferramenta tradicional do mercado financeiro e que é utilizada quando a bolsa de valores atinge uma situação crítica, interrompendo de forma brusca todas as transações para permitir a estabilização do cenário. No caso do Facebook, a ideia seria aplicar este conceito de interrupção ao alcance de publicações mais explosivas que estejam sob escrutínio da avaliação de serem ou não desinformação e propagadores de notícias falsas. É uma forma de criar tempo a quem avalia o conteúdo, com a inspeção do conteúdo sendo realizada sem maior desespero.

A companhia não considera o aparato sem alguma base de pesquisa, claro. O Center for American Progress recentemente lançou um relatório no qual recomenda a utilização dos "circuit breakers virais" como forma de barrar o algoritmo de impulsionar a desinformação nas plataformas, e o Facebook agora deve realizar um programa piloto com o dispositivo que lembra o formato considerado pela entidade.

É um teste que faz sentido se considerar que desde o início da pandemia o Facebook já removeu em torno de sete milhões de publicações com desinformação sobre o coronavírus. Ações sobraram nestes meses, desde notificações com contexto sobre posts até uma central de informação sobre o Covid-19, mas o algoritmo da plataforma continua a ser um problema sério na hora de controlar as notícias falsas.

Pedro Strazza

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