Tech 10 jun 2018

Hackers chineses roubaram 600 GB de dados secretos da marinha americana

O alvo foi a construção de projeto envolvendo mísseis submarinos

Hackers chineses roubaram 600 GB de dados secretos da marinha americana
B9011

Os EUA precisam de dicas melhores para proteger seus dados Depois do caso do Facebook e Cambridge Analytica, agora foi a vez da China invadir a segurança americana. Segundo reportagem do The Washington Post, hackers chineses comprometeram a marinha americana com roubo de mais de 600 GB em dados, incluindo um projeto secreto de um míssil supersônico anti-navios. A ação ocorreu na Naval Undersea Warfare Center, em Newport, entre janeiro e fevereiro deste ano.

O alvo dos hackers foi um empreiteiro da Naval Undersean, organização militar que realiza pesquisas com submarinos, desde construções até armamentos específicos. Ao todo, foram 664 GB de informações relacionadas à trabalhos secretos da marinha americana. Os dados envolvidos no roubo foram chamados de projeto “Sea Dragon”. Para as autoridades, outros equipamentos também foram comprometidos, como sensores, dados de salas de rádio, computadores e bibliotecas de informação sobre guerras submarinas.

SEGURANÇA COMPROMETIDA

Apesar de estarem em uma instalação a parte, os materiais foram classificados como sensíveis. Segundo as autoridades, quando juntos, podem ser considerados oficiais. Para as autoridades americanas, porém, esse tipo de cyber ataque não é novidade. Segundo relato de oficiais, a China tem se dedicado a encontrar meios para equilibrar a balança tecnológica entre as forças dos dois países.

O maior dano causado foi justamente para o projeto que envolve armamentos que dificultariam manobras chineses. Outra vez, quem ganha é o país com hackers mais rápidos.

Aberto a membros do B9. Crie sua conta grátis para participar.

Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

Ver todos os artigos →