Criatividade 21 nov 2025

Islândia quer provar que é real após teoria viral dizer que o país é gerado por IA

Campanha da Icelandair segue um conspiracionista que visita o país, mas insiste que vulcões, gêiseres e papagaios-do-mar são “tela verde”

Islândia quer provar que é real após teoria viral dizer que o país é gerado por IA
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A Icelandair entrou na onda das teorias conspiratórias para promover turismo. Depois de um meme viral sugerir que a Islândia seria “totalmente gerada por IA”, a companhia lançou Expedition Iceland, campanha criada pela Kubbco e pela agência islandesa Hvíta húsið que leva ao extremo a dúvida sobre o que é real na era dos deepfakes.

Por que importa: quando até paisagens parecem CGI, provar que um destino existe virou argumento de marketing. A Icelandair abraça o ceticismo digital e transforma a crise de autenticidade em sátira, uma abordagem que conversa com uma internet que prefere humor a folhetos institucionais.

O filme de dois minutos acompanha um conspiracionista levado pela irmã para “desmascarar” o país. Ele olha para vulcões e conclui que são tela verde, afirma que papagaios-do-mar são robôs e questiona por que não há gelo “se o nome é Iceland”. Mesmo diante da paisagem real, mantém a convicção de que tudo é fake e foge gravando um vídeo reafirmando a teoria. A peça fecha com o tagline simples: “Iceland. It’s real.”

A ação rola no Instagram, Facebook, YouTube e no site da Icelandair por até seis semanas, com conteúdos extras esperados para expandir o universo cômico do personagem.

A campanha surge logo após outra investida da Islândia no humor turístico: a Visit Iceland lançou recentemente a fictícia sociedade secreta A.U.R.O.R.A.S., dedicada a formar “observadores certificados” de aurora boreal, um mockumentary que transforma o fascínio global pelo fenômeno em sátira sobre expectativas irreais.

O país parece ter encontrado um terreno fértil: rir de si mesmo para se destacar num mercado onde todo cenário já parece Photoshop ou IA.

A real: a Icelandair entende que, em 2025, vender paisagem não basta. O diferencial é narrativa cultural. Ao brincar com teorias conspiratórias e ansiedade sobre IA, a marca coloca a Islândia no centro da conversa e convida o público a descobrir com os próprios olhos. Se a piada virar desejo de viagem, missão cumprida.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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