Criatividade 19 ago 2026

Nubank Croma estreia campanha para quem “percebe que pode”

Criada pela Wieden+Kennedy, primeira comunicação do segmento mostra estratégia de aprofundar a relação com quem cresceu junto com o banco

Nubank Croma estreia campanha para quem “percebe que pode”
O comercial principal da campanha

O Nubank lançou a primeira campanha do Croma, segmento criado para clientes que avançaram de faixa de renda e passaram a concentrar uma parcela maior da vida financeira no banco. Criada pela Wieden+Kennedy em parceria com o time interno da marca, a comunicação trabalha o conceito “De repente, você percebe que pode”.

A ideia é transformar progresso financeiro em pequenas percepções do cotidiano. Os filmes, produzidos pela Immigrant, vão acompanhar momentos em que uma escolha que antes exigia mais cálculo, espera ou concessão passa a caber na vida. O Croma entra como produto para essa nova fase.

É uma maneira mais didática e ilustrativa de comunicar algo que, no sistema bancário, normalmente chega como mudança de segmento e seria enfadonho ficar simplesmente listando novos benefícios agora "que você ganha mais".

Nubank / Wieden+Kennedy (Divulgação)

O que é o Nubank Croma?

Lançado em julho, o Nubank Croma fica dentro de uma estrutura que hoje inclui o Nubank tradicional e o Ultravioleta. A própria empresa diz que o segmento foi pensado para clientes com renda mensal a partir de R$ 5 mil.

O pacote inclui cartão Mastercard Platinum com 0,8% de cashback, 5% de cashback em assinaturas digitais, Caixinha Turbo rendendo 120% do CDI, condições especiais de NuCel e HBO Max, além de opções personalizadas de crédito e investimentos. A mensalidade é de R$ 39, com isenção para quem gasta ao menos R$ 4 mil por mês no cartão ou mantém R$ 30 mil guardados ou investidos no Nubank.

A campanha leva esses benefícios para TV aberta, streaming, YouTube, redes sociais, mídia exterior e podcasts, com peças contextualizadas para diferentes situações de consumo, segundo o material divulgado pela marca.

Mas o Croma também ajuda a entender em que ponto chegou o Nubank.

Quando completou dez anos, em 2023, o Nubank já falava em amadurecer um discurso construído originalmente contra a burocracia dos grandes bancos. Naquele momento, Cristina Junqueira dizia que o crescimento do portfólio permitia à marca ser mais “pró-cliente” e menos “anti alguma coisa”. Poucas semanas depois, “N Possibilidades” passou a apresentar o Nubank como uma plataforma financeira para além do cartão e da conta digital. Em 2024, o Ultravioleta ganhou uma nova campanha dedicada ao público de alta renda.

O Croma acrescenta outra camada a essa transformação: o Nubank começa a organizar a própria base de acordo com o estágio financeiro do cliente.

Isso aparece de forma mais explícita fora da publicidade, obviamente. No balanço do segundo trimestre, o Nu chamou os clientes do Croma de “super core” e colocou o segmento dentro da estratégia de ampliar sua presença como banco principal entre públicos de maior renda. A empresa terminou o trimestre com quase 118 milhões de clientes no Brasil.

A campanha dá uma tradução emocional para essa estratégia. Renda, patrimônio, gasto mensal e potencial de crédito viram uma sensação muito mais simpática: a de perceber que certas escolhas agora são possíveis.

Durante anos, o Nubank cresceu prometendo tirar o consumidor das velhas categorias dos bancos. Agora, com uma base gigantesca para trabalhar, começa a criar suas próprias categorias e tenta fazer a mudança de faixa parecer uma conquista pessoal.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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