SXSW até o 3º dia: tecnologia avança, mas o humano volta ao centro
Até o terceiro dia do SXSW 2026, uma sensação atravessa diferentes painéis: estamos discutindo tecnologia, mas a pergunta central parece ser outra. O que acontece com os humanos nesse novo cenário? Amy Webb chamou atenção para um fenômeno

Até o terceiro dia do SXSW 2026, uma sensação atravessa diferentes painéis: estamos discutindo tecnologia, mas a pergunta central parece ser outra.
O que acontece com os humanos nesse novo cenário? Amy Webb chamou atenção para um fenômeno curioso: começamos a terceirizar parte das nossas emoções para inteligências artificiais. Assistentes digitais não servem apenas para responder perguntas. Eles começam a ocupar espaços de escuta, interação e até companhia.
Niall Firth, da MIT Technology Review contou que estamos vivendo um experimento coletivo massivo, onde pessoas passam a usar IA como companheira. O curioso é que, ao mesmo tempo em que a tecnologia se aproxima das emoções humanas, cresce também a percepção de isolamento.
Estamos hiper conectados. E cada vez mais sozinhos.
Jonah Peretti trouxe outra camada interessante a essa discussão ao afirmar que, em um mundo onde produção e distribuição de conteúdo se tornam abundantes, o valor migra para aquilo que é raro. E o que é raro hoje? Cultura, gosto e comunidade.
Talvez por isso experiências presenciais ganhem nova importância, no sentido de roupagem e conexão com seus consumidores. Até aqui, grande parte das discussões do SXSW acontece dentro dos painéis. E a partir deste momento do festival, começam a abrir as casas e ativações que ocupam Austin. E talvez não seja coincidência.
No meio de tanta tecnologia, as pessoas seguem procurando algo que ainda não foi automatizado: outras pessoas.



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