Heineken 0.0 "revalida" ingressos antigos de jogos da Serena Williams no US Open
Na ação da LePub NY, fãs que guardaram canhotos concorrem a lugares na suíte da marca; latas com a arte dos ingressos dos seis títulos completam o pacote

Todo fã tem um ingresso guardado que não serve mais pra nada. A Heineken 0.0 resolveu discordar da segunda parte: em "Second Serve Tickets", quem guardou canhoto de qualquer jogo da Serena Williams no US Open pode mandar uma foto dele, junto com a memória por trás, e concorrer a assistir ao torneio deste ano da suíte da marca no Arthur Ashe. A ação é da LePub NY.
O "válido de novo" do release merece a nota de rodapé: na prática é concurso, com cadastro no site da campanha e um número limitado de ganhadores. A poesia é dos ingressos, a mecânica é de promoção. Dito isso, a poesia é boa.
O canhoto na gaveta era prova de fandom sem função, guardado por teimosia afetiva. A campanha dá uso retroativo a ele, um programa de fidelidade ao contrário, que premia presença passada em vez de compra futura. E a marca vira mídia num suporte que ela não emitiu, não imprimiu e não pagou: o acervo está espalhado pelas gavetas dos fãs há vinte anos, esperando alguém dar valor.
O filme de lançamento, produzido pela Dolsten & Co, cruza imagens de arquivo dos momentos mais famosos da Serena no torneio com ilustrações das artes reais dos ingressos daquelas partidas. As latas seguem a mesma lógica: seis edições limitadas com o desenho dos ingressos dos seis títulos dela, vendidas só dentro do US Open a partir de 24 de agosto, enquanto durarem.

Serena, embaixadora global da 0.0, diz no material que as vitórias dela no US Open são inseparáveis da energia de quem estava na arquibancada, e que a ação celebra justamente esses fãs. É o terceiro ano da parceria dentro da plataforma "Fans Have More Friends", e mais um capítulo do pós-carreira dela construído sobre contratos: cobrimos no ano passado quando ela virou garota-propaganda de injeção de emagrecimento pela Ro.
Segundo a Heineken, a 0.0 esgotou no torneio nos últimos dois anos, e a CEO da operação americana, Maggie Timoney, credita o movimento à demanda crescente por opções sem álcool.



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