Social Media 19 jan 2021

Telegram deletou centenas de mensagens de incitação à violência nos EUA durante a última semana

Rede social reforça compromisso contra discursos de ódio na sua plataforma nos últimos dias da presidência de Donald Trump, mas ação só envolve canais públicos

Telegram deletou centenas de mensagens de incitação à violência nos EUA durante a última semana
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É a semana da inaugaração da presidência de Joe Biden nos Estados Unidos, mas o país segue tenso perante o temor constante das ameaças políticas de apoiadores extremistas do atual chefe do executivo Donald Trump. No Telegram, o fundador Pavel Durov confirmou na segunda (18) que durante a última semana a plataforma precisou deletar centenas de mensagem por conta de conteúdos que incitavam a violência pública no país.

A informação foi dada numa mensagem publicada num dos canais públicos oficiais do aplicativo, onde Durov reafirmou o compromisso da rede social contra discursos de ódio. "O Telegram aceita o debate e protesto pacíficos, mas nossos termos de serviço proíbem explicitamente chamados públicos de violência. Os movimentos civis ao redor de todo o mundo dependem do Telegram em ordem da defesa dos direitos humanos sem recorrer ao infligir de danos" escreve o executivo, que também comenta que os times da empresa bloquearam as mensagens para impedir que elas alcançassem um maior número de pessoas, além de continuar a trabalhar para garantir a manutenção desta defesa.

Você pode conferir a mensagem na íntegra abaixo.

Embora Durov não trate dos chats privados da plataforma, que em tese permitem que as conversas sejam protegidas e impedem portanto a ação da moderação, o executivo nota que a ação não deixa de ser similar ao que o Telegram já praticou no passado em países como o Irã, a Tailândia e Hong Kong. Além disso, o movimento é visto pelo fundador como similar ao que outras redes sociais vem realizando e relatando no último mês, em especial a partir da invasão do Capitólio no último dia 6 de janeiro.

Para além da questão mais imediata, a preocupação do Telegram com o tema se relaciona também com a alta entrada de usuários ocorrida na última semana - graças à polêmica enfrentada pelo WhatsApp na atualização de suas políticas de privacidade - e a preocupação da esfera pública perante o uso de redes sociais para a promoção de discursos de ódio. Caso mais evidente é o do Parler, que apesar de ter conseguido retomar atividades nas últimas horas sofreu um revés financeiro enorme ao se ver bloqueado do Amazon Web Services e banido da App Store e da Play Store, justamente por não tomar nenhuma ação contra as mensagens de incitação a violência perpetradas em seu ecossistema.

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Pedro Strazza

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