Social Media 13 jan 2021

Airbnb começa a banir usuários envolvidos na invasão do Capitólio

Serviço de hospedagem também revisa reservas feitas na próxima semana a fim de determinar se há potenciais extremistas se aproveitando da plataforma para organizar novos atos nocivos

Airbnb começa a banir usuários envolvidos na invasão do Capitólio
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Falta uma semana para que Joe Biden seja empossado na presidência dos Estados Unidos, mas seguem firmes os temores de novos golpes de estado e ataques terroristas por parte de apoiadores de Donald Trump. Enquanto redes sociais como o Facebook e o Twitter restringem o acesso do atual chefe do executivo a suas plataformas, o Airbnb busca garantir que seu site não seja usado por extremistas em quaisquer planos de insurreição durante a cerimônia de inauguração no próximo dia 20 de janeiro.

Para isso, o serviço de hospedagem já botou em movimento um plano batizado de "Capitol Safety Plan" que entre outras coisas envolve o banimento de qualquer usuário que tenha se envolvido na invasão do Capitólio do dia 6 de janeiro. A identificação se dá no comparativo do quadro de pessoas confirmadas pela mídia ou a lei como presentes no ataque com a base de usuários do Airbnb; as correspondências foram botadas pra fora pela plataforma.

Além disso, a empresa também está revendo todas as reservas feitas na área metropolitana de Washington para a próxima semana, em busca de quaisquer hóspedes que estejam viajando para a região apenas para confrontar o novo presidente. O pente fino envolve a procura por quaisquer usuários que tenham qualquer associação com grupos de ódio, com contas suspensas e reservas canceladas em caso positivo, e novas checagens de segurança em determinados indivíduos que ganharem novas informações por todos os canais citados.

O plano de ação contra a violência no Capitólio representa outro passo do Airbnb contra movimentos de ódio, que já haviam sido motivo de reformulação nas medidas de segurança da plataforma em 2017, com Charlottesville. É também a medida mais "física" tomada por um site nos últimos dias contra usuários envolvidos na invasão, dado que ações de empresas como Facebook, Twitter, Amazon e Google se deram no campo virtual.

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Pedro Strazza

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