Criatividade 26 nov 2025

Roman Coppola dirige curta de Natal da Montblanc e expande o "universo Wes Anderson" da marca

Marca aposta novamente em estética de cinema de autor para transformar papel, caneta e couro em fantasia de final de ano

Roman Coppola dirige curta de Natal da Montblanc e expande o "universo Wes Anderson" da marca
montblanc

A Montblanc segue firme na sua missão de transformar campanhas de fim de ano em pequenos filmes, literalmente. Depois de criar um "universo expandido" com Wes Anderson em Let's Write, a marca agora apresenta Happy Holidays, curta-metragem dirigido por Roman Coppola, parceiro frequente de Anderson e nome central da atual geração da família Coppola.

O filme se passa na fictícia Biblioteca de Alta Montanha do Observatório Montblanc, ambiente que mistura laboratório, cabana e set de produção artesanal, aquele tipo de fantasia retro-futurista que já virou assinatura do duo Anderson–Coppola.

O curta reúne Rupert Friend, Esther McGregor e Waris Ahluwalia e adiciona Joey King e Daniel Brühl, que já apareciam na campanha fotográfica Let's Write. É quase uma reunião de personagens do "Andersonverse", só que ambientada em uma festa de final de ano com pinheiros cintilantes, iluminação precisa e coreografia milimétrica de objetos, tudo embalado pela direção musical do próprio Coppola.

O filme brinca com os códigos clássicos da marca:

  • Miniaturas de vans, navios e aviões remetem ao imaginário de viagens
  • Instrumentos de escrita e artigos de couro aparecem como presentes simbólicos
  • Bilhetes manuscritos reforçam o mantra da Montblanc: escrever é um gesto afetuoso antes de ser um ato funcional

Além do filme: A campanha inclui ainda uma série de fotos assinadas por Charlie Gray, trazendo o elenco e os embaixadores globais Xin Zhilei e Jing Boran com peças da coleção de couro da Montblanc, reforçando o clima de "editorial de revista dos anos 60 filmado em 2025".

A real: A Montblanc entendeu algo que poucas marcas de luxo exploram bem: quando você faz uma campanha com o DNA visual de um cineasta, ela deixa de ser só publicidade e vira conteúdo cultural. É branding, é ficção e é um lembrete de que nenhuma caneta de luxo precisa ser vendida como caneta… quando pode ser vendida como cinema.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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