Social Media 16 ago 2018

WordPress atualiza políticas de privacidade para proteger vítimas de massacre escolar

Produzidas por Alex Jones, fake news sobre Sandy Hook já fizeram pais de vítimas processarem o teorista da conspiração

WordPress atualiza políticas de privacidade para proteger vítimas de massacre escolar
A young boy is comforted outside Sandy Hook Elementary School af

Assim como o Facebook, o WordPress vem se posicionando contra grupos da famosa "alt-right". Como resultado, diversos blogs foram removidos da plataforma, mesmo que não estivessem violando diretamente os termos de uso da empresa. Agora, porém, o WordPress criou uma nova regra para lidar especificamente com esses grupos extremos.

Sempre que uma postagem for enquadrada por ser uma "publicação mal-intencionada com imagens não autorizadas e que identifiquem menores", ela será removida. Como resultado, o WordPress agora lidará diretamente com uma das mais famosas fake news dos últimos anos, a teoria absurda criada por Alex Jones que diz que o massacre de Sandy Hook, que vitimou 26 pessoas numa escola americana, foi uma manobra da esquerda para fortalecer o lobby pró-desarmamentista.

Fake news como essa vêm sendo propagadas por Jones e seu site, o InfoWars há um bom tempo, com a de Sandy Hook sendo endossada por pessoas desinformadas mundo afora. Como resultado, pais de algumas das vítimas do massacre estão processando Jones pelo desrespeito à memória dos falecidos. Leonard Pozner, por exemplo, perdeu seu filho de seis anos no massacre, e afirma ficar, todos os dias, horas de frente para o computador, tentando apagar as teorias conspiratórias sobre o falecimento do menino.

O WordPress hospeda o total de 31,6% dos sites existentes na internet. Podemos esperar, portanto, que essa atualização nos termos de uso impacte diretamente na forma como as fake news são propagadas.

A Automattic, empresa que administra o WordPress, concedeu entrevista ao The New York Times. "A dor que a família sofreu é muito real e, se ligada ao conteúdo dos sites que hospedamos, queremos ter políticas para lidar com isso" disse um porta-voz, para embasar a escolha por não permitir conteúdos como o produzido por Jones.

Utilizando como desculpa a "liberdade de expressão", pessoas como Alex Jones vem produzindo notícias falsas e propagando discurso de ódio na internet. Como resultado, empresas como o Twitter, YouTube, Vimeo, Spotify e Apple se posicionaram contra, o que resultou no banimento de inúmeros vídeos e podcasts do tipo.

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Matheus Fiore

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