Existe salvação para a comunicação
Quando um ex-editor do NYT e ganhador do Pulitzer ensina Stanford a escrever, o recado é claro: comunicação humana não é soft skill, é vantagem competitiva

Hoje eu fiz uma descoberta que me deixou muito animada: os engenheiros graduados em Stanford tem aula de escrita. E não é com qualquer professor: Glenn Kramon, um ganhador do prêmio Pulitzer, ex-editor do The New York Times.
Glenn veio ao palco do SXSW falar sobre técnicas de vendas - e eu fui ver a sessão justamente porque fiquei intrigada com o paradoxo entre o assunto e o palestrante.
O que ele entregou foi muito além de ensinar a escrever emails de "cold calls" e me encheu de esperança: há alguém numa universidade (de altíssimo padrão, eu sei) preocupado em ensinar jovens a escrever, a se comunicar e, principalmente, a se conectar com outras pessoas. Foi um momento esperançoso entender que, no meio de tanta inteligência artificial, telas, pessoas sintéticas, ainda tem gente preocupada com conexão humana (e gente muito qualificada!)
Glenn trouxe pro palco 15 regras pra escrever boas mensagens que abrem conversas de vendas, das quais pelo menos 10 são conectores poderosos. Listo a seguir os mais importantes:
- Faça uma introdução pessoal e calorosa (nada de "espero que esta mensagem lhe encontre bem).
- Encontre pontos de conexão (pessoas, lugares, conquistas, perrengues) entre você e a pessoa com quem deseja conectar e os explicite na mensagem.
- Não venda você ou sua empresa. Venda o que sua empresa pode fazer por eles.
- Não deixe para falar o mais importante no final.
- Faça o seu interlocutor sorrir. Ou rir, mesmo!
- Sempre que possível, ofereça algo em troca. Um dos casos que ouvi de uma amiga depois da palestra ilustra bem este ponto: uma pessoa que se ofereceu para levar o mentor para o qual estava pedindo tempo ao aeroporto enquanto fazia sua sessão de mentoria.
Eu já testei algumas das regrinhas aqui - e não é que funciona?



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