Criatividade 20 fev 2026

LinkedIn desiste do corporativês e aposta em ser engraçado

"The Network That Works For You" é o primeiro trabalho da McCann para a plataforma

LinkedIn desiste do corporativês e aposta em ser engraçado
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O LinkedIn descobriu que ser sério não está funcionando. "The Network That Works For You", primeiro trabalho da McCann NY para a plataforma, troca o tom aspiracional por humor de escritório. Em vez de prometer que o LinkedIn vai mudar sua vida, os filmes admitem o que a plataforma não faz — para então vender o que ela faz de verdade.

Por que importa: O LinkedIn virou sinônimo de performance de profissionalismo. Posts de superação fabricada, infográficos motivacionais que ninguém pediu, autopromoção disfarçada de insight. Todo mundo sabe que precisa estar lá. Quase ninguém gosta. Apostar em humor é reconhecer que a melhor forma de se conectar com profissionais exaustos é mostrar que você entende a exaustão deles.

Os filmes

  • "Grow Your Business": Dona de pequeno negócio usa o LinkedIn para tocar a empresa enquanto funcionários lutam com aspiradores-robô no almoço.
  • "Cat": Funcionário usa o LinkedIn Premium para achar emprego novo depois que o colega leva o gato ao escritório. Dentro da camisa.
  • "Hospital Gown": Profissional de saúde enfrenta o dilema eterno da camisola hospitalar. Frente ou costas?

A mecânica criativa: Cada filme opera por contraste. O LinkedIn não resolve seu chefe difícil, mas conecta você ao próximo. Não elimina o almoço de boas-vindas constrangedor, mas acha o candidato certo. Delimitar o que você não é para dar peso ao que você é. Num mercado em que toda plataforma promete resolver tudo, admitir limitações é o argumento de venda mais convincente.

A campanha buscar unificar a voz da marca para todos os produtos (Premium, Hiring, Ads) sob um mesmo tom cômico, rodando nos EUA e Reino Unido em TV, OLV, social, display, OOH e áudio.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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