Michelob Ultra lança campanha de Copa 2026 com Messi, Pulisic, Ronaldo e Billy Bob Thornton
Marca é a cerveja da AB InBev posicionada exclusivamente pro mercado americano durante o torneio; Budweiser roda em 40 países, exceto EUA

O lobby de um hotel de luxo. Messi de um lado. Pulisic do outro. Uma bola no meio. O jogo começa.
"The Superior Match", campanha da Michelob Ultra pra Copa do Mundo 2026, transforma o cenário mais improvável num campo de futebol. Messi, Christian Pulisic, Alex Morgan, Guillermo Ochoa e Ronaldo se enfrentam num lobby de hotel enquanto um carregador de malas tenta atravessar a ação toda com um balde de cerveja. Billy Bob Thornton observa de canto com humor seco. Não tem estádio. Não tem uniforme. Não tem árbitro. Só caos, competição e uma rodada de Michelob Ultra em jogo.
A peça que faltava no mapa da AB InBev pra Copa acaba de chegar, com criação da BBDO NY e produção Smuggler.
Nas últimas semanas, o B9 cobriu como a holding dividiu território pra Copa entre suas cervejas sem canibalização. Stella Artois vende o bar (Beckham segurando o cálice enquanto tudo explode ao redor). Budweiser vende a emoção (Haaland, Klopp e torcedores transbordando, em 40 países). Brahma vende a fé do torcedor brasileiro (Ancelotti e Ronaldo Fenômeno, "Tá Liberado Acreditar"). E a Michelob Ultra fica com os Estados Unidos.
O elenco do filme reflete a calibragem pro mercado americano. Messi joga nos EUA (Inter Miami). Pulisic é o rosto da seleção americana. Alex Morgan é ícone do futebol feminino americano. Ochoa representa o México, co-anfitrião. Ronaldo traz herança global. E Billy Bob Thornton é o elemento que fala com quem não é fã de futebol (a mesma lógica do Tom Brady na campanha da Fox Sports e do Steve Carell na Lay's). Celebridade não-futebolística como ponte pro público casual.
Ricardo Marques, SVP de marketing da Michelob Ultra, dimensionou a aposta: "Este é um momento raro onde escala global, relevância cultural e timing comercial se alinham. Mas o mais importante: é um momento alimentado por fandom — algo que marcas não podem fabricar, só canalizar."
A campanha vai além do filme. Centenas de assets pra diferentes momentos, plataformas e comportamentos de audiência. Beer gardens nas cidades-sede. Experiências imersivas como o "Pitchside Club." Sorteio de ingressos. Ativações no varejo. Packaging de edição limitada. E a criação de um "Chief Trophy Officer" — torcedor escolhido pra levar o troféu de melhor jogador ao estádio e assistir à final com acompanhante.
Por que importa: A AB InBev agora, se a gente contar Corona e sua campanha pro verão no hemisfério norte, tem cinco cervejas operando durante a Copa 2026 com territórios distintos. É a arquitetura de portfólio mais completa que qualquer holding de bebidas já montou pra um único evento esportivo. Cinco marcas, cinco frequências emocionais, zero sobreposição.
A holding que acabou de ganhar o Creative Marketer of the Year de Cannes Lions pela terceira vez está demonstrando em tempo real por que ganhou: criatividade como sistema de negócio, não como evento pontual.



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