Criatividade 13 abr 2026

Spotify mostra o que um anúncio faz com uma emoção

Campanha de print e OOH criada pela Machine_ usa closes de reações físicas reais à música

Spotify mostra o que um anúncio faz com uma emoção
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Uma lágrima descendo pelo rosto. Uma faixa a corta no meio. A lágrima some.

"Ad-free music listening. Spotify Premium."

É tudo. A campanha não precisa de mais nada.

A agência Machine_ criou uma série de prints e OOH para o Spotify com closes extremos de reações físicas à música — lágrima, arrepio, pele marcada pela emoção. Em cada imagem, uma faixa horizontal interrompe a reação no meio. O arrepio desaparece numa tira de pele lisa. A lágrima é cortada antes de terminar.

 Person, skin, Body Part, Hand, Wrist, tattoo

O detalhe que muda tudo: foi feito sem IA. A diretora de arte Sohyeon Bang usou água gelada, plumas, colírio, exposição ao frio. Cada reação foi provocada de verdade.

Numa época em que qualquer close hiper-realista de pele se gera em segundos com efeitos digitais, essa escolha não é só método, é coerência. Uma campanha sobre interrupção de emoção genuína, feita com emoção genuína.

 Body Part, face, Head, Neck, Person, skin, Adult, FemAle, Woman

Por que importa: O Spotify tem 268 milhões de usuários free que convivem com anúncios todos os dias. O argumento para migrar para o Premium é óbvio e já foi tentado de mil formas. Essa campanha tenta fazer o usuário sentir a própria frustração de um jeito que ele reconhece imediatamente. A interrupção visual da lágrima é mais eficiente do que qualquer comparação de preço. É o produto argumentando pela ausência de si mesmo.

 Body Part, face, Head, Neck, Person, skin
 Electronics, Screen, Computer Hardware, hardware, monitor, TV, Advertisement, Adult, Male, Man, Person, face, Head
 Electronics, Screen, Indoors, Interior Design, Person, Clothing, Footwear, Shoe, Shop, Projection Screen, Blackboard, jeans, Pants

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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