Arroz quebrado virou arroz de casamento e levou o Grand Prix de Creative Business Transformation
Criado pela McCann para a plataforma agrícola Wikifarmer, "The Wedding Rice" deu nova renda a produtores gregos quase sem custo; o Brasil levou prata com a Beta Collective

Na Grécia, joga-se arroz nos casamentos. Sim, eu sei que no Brasil também jogamos. Mas lá é em uma quantidade proibitiva. Por isso, uma plataforma agrícola pegou o arroz quebrado, aquele que sobra da produção e quase não vale nada, e o vendeu exatamente para isso. O case "The Wedding Rice", da McCann para a Wikifarmer, levou o Grand Prix de Creative Business Transformation em Cannes Lions 2026.
O arroz quebrado é um subproduto de baixo valor, e o preço pago ao produtor é baixíssimo. Em vez de virar desperdício, ele ganhou um novo mercado, o do arroz atirado nas festas de casamento, onde o grão sempre acabou no chão de propósito. A virada resolve dois problemas ao mesmo tempo, o desperdício de um produto comestível e a falta de renda dos produtores gregos de arroz, e aconteceu praticamente sem custo, sem nova infraestrutura nem mudança grande de processo.
Para o presidente do júri, Gugu Mthembu, CMO da Telkom, foi a simplicidade que decidiu. O trabalho pegou um insight cultural e o usou para resolver um problema maior do que o próprio insight, com uma linha clara entre a ideia e o resultado, algo que faltou em muitas inscrições. O júri cortou da seleção trabalhos brilhantes que não comprovavam resultado, e mandou o recado de voltar no ano seguinte com métricas concretas.
E o Brasil? 🇧🇷
No recorte brasileiro, a Beta Collective levou prata com "Code for the Protection and Inclusion of Black Consumers", para a L'Oréal Luxe. Um código de proteção e inclusão de consumidores negros, com Black Sisters in Law e Mover entre as parceiras. A Lobo, de São Paulo, ainda assina a pós do ouro "Protect the Peanut", da M&M's.


