Columbia ofereceu a empresa inteira a quem achasse a borda da Terra, e levou o GP de Brand Experience
Criada pela adam&eveTBWA, a "Expedition Impossible" desafiou terraplanistas a fotografar o fim do mundo numa aposta impossível de perder; o Brasil levou ouro com a Droga5

A Columbia ofereceu a empresa inteira, avaliada em bilhões, a qualquer terraplanista que fotografasse a borda da Terra. Como ninguém consegue fotografar a borda de uma esfera, a marca nunca correu risco nenhum. Essa aposta impossível de perder levou o Grand Prix de Brand Experience & Activation em Cannes Lions 2026.
O CEO Tim Boyle foi à TV ao vivo colocar a companhia em jogo. Veio uma carta aberta no New York Times, outdoors móveis pelas ruas e a marca aparecendo onde os terraplanistas já se reuniam, provocando. A única condição para reivindicar o prêmio era vestir Columbia, porque a roupa aguenta qualquer coisa, menos cair no abismo.
O desafio se chama "Expedition Impossible" e é impossível de propósito. A Columbia bancou a coragem de arriscar tudo sabendo que não arriscava nada, e é a execução, não o risco, que sustenta a peça. Os números apresetandos pelo case:
- 80 milhões de público alcançado de forma espontânea
- 10,4 milhões de visualizações orgânicas
- mais de 250 inserções de imprensa
- e milhares de terraplanistas irritados
Para o presidente do júri, Rafael Pitanguy, da VML, o Grand Prix estava decidido desde o primeiro dia, quase sem discussão. Pesou o craft impecável, o texto afiado e um CEO que sabe atuar. E pesou estar fincada na raiz da categoria, que nasceu da promoção. O critério que o júri fixou foi premiar como as pessoas reagiram, e não só como se sentiram.
E o Brasil? 🇧🇷
No recorte brasileiro, a Droga5 levou ouro com "Cif Clean My Name", que ainda faturou prata na mesma categoria e bronze em Social & Creator. Vieram também bronzes da VML, com "The Shakespeare BIC" para a BIC, e da AlmapBBDO, com "Pedigree Caramelo". E o "Could Have Been a Heineken", da LePub, somou mais um ouro à coleção.


